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Direito Administrativo · FGV · 2022

Questão comentada de Direito Administrativo

José é servidor público ocupante do cargo efetivo de Técnico de Nível Superior da Secretaria de Segurança Pública do Estado Alfa e, no exercício da função, praticou ato ilícito que, com nexo causal, causou danos materiais a Davi, usuário do serviço público, inexistindo qualquer causa de exclusão da responsabilidade. No caso em tela, eventual ação indenizatória deverá ser ajuizada por Davi em face

Gabarito: E

Aqui cai a responsabilidade civil do Estado por ato de agente público. Pela Constituição Federal, art. 37, parágrafo 6º, as pessoas jurídicas de direito público respondem objetivamente pelos danos que seus agentes causem a terceiros nessa qualidade. Isso significa que Davi não precisa provar culpa ou dolo do servidor: basta mostrar a conduta, o dano e o nexo causal. O detalhe importante é que a vítima ajuíza a ação contra o Estado, e não diretamente contra o agente, como regra geral. Depois disso, entra a parte mais elegante da história: se o Estado for condenado e ficar demonstrado que o agente agiu com dolo ou culpa, surge o direito de regresso contra ele. Então o servidor não está imune, mas sua responsabilização perante a Administração depende da prova do elemento subjetivo. É a lógica da teoria do risco administrativo, adotada no Brasil. Por isso a alternativa E está correta: ação contra o Estado Alfa, responsabilidade objetiva, e possível ação regressiva contra o agente se houver culpa ou dolo. A banca adora trocar os personagens, mas a estrutura jurídica continua a mesma.

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