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Direito Administrativo · FGV · 2022

Questão comentada de Direito Administrativo

Inês, servidora pública federal investida em cargo de direção, foi afastada de suas funções, vindo a ser substituída por Bruna, conforme dispunha o regimento interno da estrutura orgânica em que atuava. Considerando a sistemática estabelecida no regime jurídico dos servidores públicos civis da União, Bruna

Gabarito: B

Quando um servidor ocupa cargo de direção e precisa ser substituído, a Lei 8.112/1990 trata isso de forma bem objetiva: a substituição pode existir, mas a remuneração extra não aparece em qualquer afastamento. O ponto central está no art. 38, que diz que o substituto só faz jus à retribuição pelo exercício do cargo de direção ou chefia quando a substituição durar mais de 30 dias consecutivos, e o pagamento é proporcional aos dias em que ele realmente ficou no posto. Ou seja, não basta a simples designação como substituto. O legislador quis evitar que afastamentos curtos gerassem vantagem financeira automática. Se a ausência do titular passar desse marco de 30 dias consecutivos, aí sim a retribuição entra em cena, como uma espécie de "cobertura oficial com bônus". No caso da questão, Bruna substituiu Inês conforme o regimento interno, mas o enunciado não diz que o afastamento ultrapassou 30 dias consecutivos. Como a lei exige esse prazo para o pagamento, a conclusão correta é justamente a da alternativa B. Esse é um clássico da FGV: ela gosta de testar se você lembra que substituição não é sinônimo de retribuição imediata. Aqui, o detalhe temporal manda no jogo.

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