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Direito Administrativo · FGV · 2016

Questão comentada de Direito Administrativo

Apolônio foi aprovado em concurso público para o provimento do cargo de auditor fiscal da receita federal, alcançando a sexta colocação na classificação geral. O edital prevê a existência de cinco vagas, a serem preenchidas ao longo do prazo de validade do concurso, que é de dois anos, prorrogável por igual período. Sobre o caso apresentado, assinale a afirmativa correta.

Gabarito: B

Em concurso público, a lógica básica é esta: o edital cria as regras do jogo e a Constituição fixa os limites. Entre esses limites, o art. 37, III, da CF determina que o prazo de validade do concurso é de até 2 anos, prorrogável uma vez, por igual período. Ou seja, o edital pode prever 2 anos com uma possível prorrogação de mais 2, exatamente como aconteceu no enunciado. O ponto mais importante aqui é entender que a prorrogação não é automática. A Administração decide se vai ou não prorrogar, porque a Constituição diz que ela é "prorrogável" e isso deixa a escolha com o poder público. Por isso, a doutrina e a jurisprudência tratam essa prorrogação como ato discricionário, dentro da conveniência e oportunidade da Administração. Agora, cuidado com a colocação de Apolônio: ele ficou em 6º lugar e havia 5 vagas no edital. Em regra, só a aprovação dentro do número de vagas gera direito subjetivo à nomeação, conforme a Súmula 15 do STF e a jurisprudência do STF sobre o tema. Quem fica fora desse número, em princípio, tem mera expectativa de direito, salvo situações excepcionais. Então, a alternativa correta é a que afirma que a prorrogação do prazo de validade é ato discricionário da Administração. As demais tentam confundir você misturando direito à nomeação, limite constitucional do prazo e regime jurídico do cargo, mas o núcleo da questão é mesmo a natureza da prorrogação.

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