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Direito Administrativo · FCC · 2023

Questão comentada de Direito Administrativo

Determinado profissional liberal firmou um contrato com empresa pública para prestação de serviços de consultoria, sendo, que, posteriormente, restou evidenciado tratar-se de simulação de prestação de serviços e pagamento de propina a agentes públicos, ensejando, também, vantagem pecuniária para os diretores da empresa pública. De acordo com as disposições da Lei de Improbidade Administrativa (Lei nº 8.429/1992 com redação dada pela Lei nº 14.230/2021),

Gabarito: C

A Lei de Improbidade Administrativa, após a reforma da Lei 14.230/2021, ficou bem mais exigente: para haver improbidade, em regra, voce precisa de dolo, isto é, vontade livre e consciente de praticar a conduta ímproba. Esqueça a antiga lógica de punir por mera irregularidade ou por culpa grave como regra geral, porque isso ficou no passado para a maior parte das hipóteses. No caso narrado, houve simulação de prestação de serviços, pagamento de propina e vantagem pecuniária para diretores da empresa pública. Isso encaixa a responsabilização dos agentes públicos envolvidos e também dos particulares que tenham induzido ou concorrido dolosamente para o ato, conforme o art. 3º da Lei 8.429/1992. A ideia é simples: quem participa de forma consciente do esquema responde junto. A alternativa C está correta porque menciona exatamente o ponto central da lei atual: necessidade de dolo, entendido como vontade livre e consciente de obter o resultado ilícito. Além disso, ela acerta ao incluir os diretores da empresa pública e os particulares que induziram ou concorreram dolosamente, que é o que a lei permite. Em resumo, a banca quer que voce perceba duas coisas: não basta ilicitude ou prejuízo, e o círculo de responsabilização não se limita ao agente público puro e simples. Se o particular entra no jogo de forma dolosa, ele também responde por improbidade.

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