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Direito Administrativo · FCC · 2023

Questão comentada de Direito Administrativo

Considere que, Márcia, servidora pública federal, ocupante de cargo efetivo, obteve licença por motivo de doença em pessoa da família e pretende exercer atividade remunerada durante o período da licença narrada. Já sua colega Jéssica, também servidora pública federal, ocupante de cargo efetivo, está em estágio probatório e pretende obter licença para tratar de interesses particulares pelo prazo consecutivo de 4 anos, sem remuneração. Nos termos da Lei nº 8.112/1990, Márcia

Gabarito: D

A Lei 8.112/1990 trata a licença por motivo de doença em pessoa da família como uma hipótese que afasta o servidor para prestar assistência ao familiar doente. A lógica é simples: se a pessoa foi afastada justamente para cuidar de alguém da família, não faz sentido transformar a licença em uma espécie de "folga com bico". Por isso, durante esse afastamento, não cabe exercer atividade remunerada incompatível com a finalidade da licença. No caso da Márcia, a resposta correta é que ela não poderá exercer atividade remunerada durante o período da licença. A banca quer testar se voce percebe a finalidade da licença e a vedação de desvio de propósito. Em concursos, quando a licença existe para cuidado, tratamento ou afastamento por motivo pessoal específico, a regra costuma ser de uso restrito, sem espaço para atividades que contrariem essa finalidade. Já a Jéssica esbarra em dois pontos da Lei 8.112. A licença para tratar de interesses particulares só pode ser concedida ao servidor ocupante de cargo efetivo que não esteja em estágio probatório. Além disso, o prazo máximo é de até 3 anos consecutivos, sem remuneração, e não 4 anos. Então, mesmo antes de falar da duração, o estágio probatório já derruba o pedido. Resumo de prova: doença em pessoa da família não combina com atividade remunerada durante a licença, e licença para interesses particulares exige servidor estável, fora do estágio probatório, com teto de 3 anos. É o tipo de questão em que a banca mistura um detalhe de finalidade com outro de prazo para ver quem está lendo a lei com calma.

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