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Direito Administrativo · FCC · 2023

Questão comentada de Direito Administrativo

Considere que o Estado pretenda conceder à iniciativa privada a exploração de determinada rodovia pelo prazo de 32 anos, de forma que o privado assuma, também, a obrigação de efetuar a duplicação de determinados trechos, além de ficar responsável pela manutenção e operação da malha concedida. Considerando que, segundo as projeções, a receita auferida com a cobrança de pedágio não seria suficiente para a realização dos investimentos demandados, da ordem de R$ 20 milhões (valor do contrato), tal pretensão afigura-se juridicamente

Gabarito: C

A ideia central aqui é separar concessão comum de PPP. Na concessão comum, a receita principal vem da tarifa paga pelo usuário. Se o projeto precisa de dinheiro público para fechar a conta, voce já entra no terreno das parcerias público-privadas da Lei 11.079/2004, que admite remuneração pelo parceiro público, além ou até em vez da tarifa. No caso narrado, a rodovia exige duplicação, operação e manutenção por 32 anos, mas o pedágio não seria suficiente para bancar os investimentos. Isso indica necessidade de aporte público para tornar o projeto viável economicamente. A FCC enquadrou a situação como concessão administrativa, justamente porque o Estado pode assegurar a cobertura dos custos e investimentos com contraprestação pública. A lei das PPPs permite contratos de 5 a 35 anos e valor mínimo de R$ 20 milhões, então o prazo de 32 anos e o valor informado estão dentro dos limites legais. O ponto-chave, portanto, não é o prazo, mas a forma de remuneração e a presença de recursos públicos para complementar a exploração. Em prova, pense assim: se a tarifa sozinha sustenta o contrato, tende a ser concessão comum; se a conta depende de dinheiro público para fechar, a banca costuma puxar para PPP. Aqui, o gabarito segue essa lógica e aponta a alternativa C.

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