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Direito Administrativo · FCC · 2022

Questão comentada de Direito Administrativo

Uma ambulância de uma unidade de saúde estadual transitava em alta velocidade em via urbana com pesado fluxo de veículos, quando colidiu com viatura da guarda civil municipal, que se deslocava em regular monitoramento de bairro. No que se refere à responsabilidade civil pelos danos causados em decorrência do acidente, a sequência de eventos narrada pode indicar que

Gabarito: E

A responsabilidade civil do Estado, em regra, é objetiva quando o dano decorre de atuação de agente público ou de serviço prestado pelo Poder Público. Isso vem do art. 37, § 6º, da Constituição: se a conduta estatal causar prejuízo a terceiro, o ente público responde, independentemente de prova de culpa, salvo se houver excludente como culpa exclusiva da vítima, caso fortuito externo ou força maior. Na questão, o detalhe decisivo é que a ambulância, embora tenha prioridade de trânsito, estava em alta velocidade em via urbana com fluxo pesado. Prioridade não significa licença para dirigir de qualquer jeito, como se o Código de Trânsito fosse apenas um enfeite. Se a dinâmica do acidente indica que a ambulância deu causa à colisão, a responsabilidade recai sobre o Estado. Por outro lado, a viatura municipal trafegava em velocidade regular, em monitoramento de bairro. Então, não faz sentido jogar a culpa automaticamente no município só porque a ambulância tinha missão urgente. A análise é de nexo causal: quem deu causa ao dano responde, salvo prova de excludente. Por isso, a alternativa correta é a E: havendo indicação de que a ambulância causou o acidente, o Estado responde objetivamente pelos danos, inclusive nos casos de colisão entre veículos oficiais de entes distintos. Esse é o raciocínio cobrado com frequência pela FCC, que gosta de misturar prioridade de serviço com responsabilidade civil para testar se você separa urgência de imprudência.

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