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Direito Administrativo · FAFIPA · 2021

Questão comentada de Direito Administrativo

BBB e JJJ possuíam o sonho de se casar em uma praia na cidade de Ilhéus/BA. Para realização da cerimônia, procuraram o órgão competente para saber o procedimento de utilização da área pública. Analisando o caso hipotético, e de acordo com a doutrina, a utilização de bem público deve ser instrumentalizada por meio da:

Gabarito: D

Quando alguém quer usar um bem público para um fim específico e normalmente temporário, o administrador precisa escolher a forma jurídica adequada. Em regra, a doutrina ensina que a utilização privativa de bem público pode ocorrer por autorização de uso, permissão de uso ou concessão de uso, mas cada uma tem um “peso” diferente. A chave aqui é perceber o grau de interesse público envolvido e o nível de estabilidade que se pretende dar ao particular. A autorização de uso é o instrumento mais simples: ato administrativo unilateral, discricionário e precário, usado para situações ocasionais e de interesse predominantemente privado, como a utilização de uma área pública para um evento pontual. Por ser precária, pode ser revogada a qualquer tempo pelo Poder Público, sem gerar direito adquirido à manutenção do uso. Já a permissão de uso também é, em geral, ato discricionário e precário, mas costuma ser empregada quando a utilização do bem público exige uma relação mais formalizada do que a autorização. A concessão de uso, por sua vez, normalmente é mais estável e se aproxima de um contrato administrativo, com maior densidade jurídica e, conforme o caso, necessidade de licitação. No caso narrado, o casamento em uma praia de Ilhéus/BA indica uso específico, temporário e sujeito ao interesse da Administração em organizar o espaço público. Por isso, a doutrina aponta a autorização de uso como o instrumento adequado: discricionária, precária e independente de licitação prévia. É exatamente o que torna a alternativa D correta.

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