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Direito Administrativo · CS-UFG · 2023

Questão comentada de Direito Administrativo

Em um caso hipotético, a lei faculta à Administração Pública Municipal a remoção ex officio de servidor público para atender à conveniência do serviço. Ao praticar o ato de remoção no caso acima, o agente público estará exercendo no ato administrativo o poder da Administração

Gabarito: D

Aqui a palavra-chave é "conveniência do serviço". Quando a lei diz que a Administração pode remover servidor de ofício para atender a essa conveniência, ela não está impondo uma única solução automática, mas permitindo uma escolha administrativa dentro da lei. Isso é típico de poder discricionário: a Administração decide com base em critérios de oportunidade e conveniência, sempre respeitando a finalidade pública e os limites legais. Na prática, o ato de remoção ex officio nasce de uma autorização legal, mas a decisão concreta depende de avaliação administrativa. Ou seja, a lei dá o poder e o caso concreto mostra como ele será usado. Se a Administração precisa escolher se a remoção é ou não necessária para o serviço, existe margem de valoração, e isso afasta o caráter vinculado. Por isso o gabarito é a letra D: poder discricionário, conferido pela própria lei. A doutrina administrativa clássica ensina que, nos atos discricionários, a lei estabelece a competência e o fim, mas deixa ao administrador certa liberdade quanto ao motivo e ao objeto, dentro dos limites legais. Em termos de concurso, sempre que aparecer "conveniência e oportunidade", acende a luz do discricionário.

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