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Direito Administrativo · COPEVE-UFAL · 2022

Questão comentada de Direito Administrativo

O Governador do Estado decidiu nomear seu irmão para o cargo de Secretário Estadual de Transportes, considerando a sua experiência na área, uma vez que é servidor de carreira lotado na Secretaria de Transportes por vários anos, tendo exercido diversas atribuições em variados setores deste órgão estadual, além de considerá-lo de confiança para assumir tal encargo. Dada a situação hipotética, é correto afirmar que a nomeação

Gabarito: B

A questão gira em torno do nepotismo e da famosa Súmula Vinculante nº 13 do STF. Em regra, a nomeação de parente para cargo em comissão ou função de confiança é vedada, porque fere a moralidade e a impessoalidade. Só que o STF fez uma distinção importante: cargos de natureza política, como o de Secretário de Estado, não entram automaticamente nessa proibição da súmula. Por isso, quando o governador nomeia o irmão para Secretário Estadual de Transportes, o simples parentesco não basta para invalidar a nomeação. O ponto decisivo é que se trata de cargo político, e a jurisprudência admite a nomeação, salvo se houver prova de fraude à lei ou desvio de finalidade, isto é, uso do cargo para burlar a vedação ao nepotismo. No enunciado, a banca ainda reforça que o irmão é servidor de carreira, com experiência na área e vínculo de confiança com o nomeante. Isso combina com a lógica de cargos políticos, em que há espaço maior para escolha pessoal do chefe do Executivo. Então, o gabarito B está correto porque a vedação ao nepotismo não alcança, em regra, a nomeação para cargo político, a menos que fique demonstrada a intenção de fraudar a norma. Guarde esta ideia: cargo político não é passe livre para tudo, mas também não sofre a mesma trava rígida da Súmula 13. A análise depende da natureza do cargo e, se aparecer indício de fraude, aí a história muda de figura.

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