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Direito Administrativo · CETREDE · 2021

Questão comentada de Direito Administrativo

De acordo a Lei 8.112/90, analise a afirmativa a seguir. O servidor que, a serviço, afastar-se da sede em caráter eventual ou transitório para outro ponto do território nacional ou para o exterior, fará jus a passagens e diárias destinadas a indenizar as parcelas de despesas extraordinária com pousada, alimentação e locomoção urbana, conforme dispuser em regulamento. Nos casos em que o deslocamento da sede constituir exigência permanente do cargo,

Gabarito: C

A regra da Lei 8.112/90 sobre diárias é simples: elas existem para indenizar despesas extraordinárias do servidor quando ele se afasta da sede a serviço, de forma eventual ou transitória, para outro ponto do território nacional ou para o exterior. É o famoso pacote "pousada, alimentação e locomoção urbana" do art. 58, caput. Ou seja, a diária não é prêmio nem salário extra, mas uma compensação pelo gasto a mais que surgiu por causa do deslocamento temporário. O detalhe que derruba muita gente está no § 3º do art. 58: se o deslocamento da sede for exigência permanente do cargo, o servidor não fará jus a diárias. A lógica é que, se a mudança de local é parte normal e contínua da função, não existe aquele caráter excepcional que justifica indenização. Em outras palavras, não se indeniza o que já faz parte da rotina do cargo. Por isso o gabarito é a letra C. A questão mistura a regra geral das diárias com a exceção legal, e a resposta correta está exatamente na vedação expressa da lei. Se o cargo exige deslocamento permanente, a Administração não paga diária, porque não há afastamento eventual ou transitório a ser indenizado. Resumo de prova: diária = afastamento temporário + despesa extraordinária. Exigência permanente do cargo = sem diária. É a lei separando a viagem de trabalho da vida de quem já vive na estrada.

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