Um decreto presidencial determinou que os Ministérios da Educação e da Economia deveriam editar um ato conjunto definindo valores para fins de aplicação dos recursos do fundo de fomento à educação. Atendendo a esse comando, as duas pastas editaram uma portaria interministerial estabelecendo tais valores. Meses depois, o Ministério da Educação editou uma portaria que revogou a portaria assinada com o Ministério da Economia, em que definiu novos valores a serem aplicados no fundo. Os efeitos do disposto na portaria editada pelo Ministério da Educação serão
- A)produzidos conforme previsto, pois o ato administrativo posterior revogou o anterior por ser com ele incompatível.
Incorreta. A incompatibilidade posterior não supre a falta de competência conjunta.
- B)produzidos apenas se a revogação da portaria anterior for declarada expressamente.
- C)produzidos de acordo com os termos no ato previstos por regular a matéria de que tratava a portaria anterior.
- D)inexistentes, pois a revogação da portaria interministerial exige um ato administrativo complexo.
Correta. A revogação de ato interministerial exige ato complexo ou conjunto equivalente.
- E)invalidados, pois a competência para a revogação do ato anterior é apenas do Ministério da Economia, por tratar de questão de natureza econômica.
Incorreta. A competência não é exclusiva do Ministério da Economia, mas conjunta.
Gabarito: D
Portaria interministerial resulta da manifestação conjunta dos ministérios envolvidos. Sua revogação exige ato de mesma formação subjetiva; portaria isolada de um ministério não desfaz validamente o ato conjunto.