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Direito Administrativo · Avança SP · 2022

Questão comentada de Direito Administrativo

De acordo com a Lei nº 8.429/1992, que dispõe sobre a responsabilização por atos de improbidade administrativa (e suas atualizações mais recentes), assinale a alternativa correta:

Gabarito: A

A Lei de Improbidade Administrativa (Lei 8.429/1992), depois da reforma da Lei 14.230/2021, ficou bem mais rigorosa em um ponto importante: hoje, para haver improbidade, em regra, é preciso dolo. Ou seja, não basta a conduta “desajeitada” ou mal explicada; a lei exige vontade livre e consciente de alcançar o resultado ilícito tipificado. Isso está no art. 1º, §2º, que define dolo como a vontade consciente de atingir o resultado ilícito, e afasta a simples voluntariedade sem esse fim ilícito. Por isso a alternativa A está correta. Ela traduz exatamente essa lógica: ato de improbidade exige prática dolosa, com consciência do resultado proibido. Em concursos, a banca costuma cobrar essa mudança para eliminar a ideia antiga de que bastava culpa em qualquer hipótese. Hoje, a lei estreitou bastante o campo da improbidade, e o foco virou o dolo como elemento central. Outro ponto importante é que a lei não se limita só ao agente público. Ela também alcança particulares que induzam, concorram ou se beneficiem do ato, e até pessoas jurídicas, dentro das hipóteses legais. Então, quando a questão tenta dizer que a LIA só vale para servidor e agente político, ela está tentando te derrubar na leitura apressada. Em resumo: depois da reforma, improbidade não é qualquer irregularidade administrativa. Precisa haver enquadramento legal e, como regra, dolo com vontade consciente de praticar o ilícito. É a famosa diferença entre erro, má gestão e improbidade de verdade.

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