Conselheiro Substituto, Tribunal de Contas do Estado de Minas Gerais (TCE-MG)
O edital de Conselheiro Substituto do Tribunal de Contas do Estado de Minas Gerais (TCE-MG) cobra 16 matérias. As de maior peso são Português, Raciocínio Lógico, Direito Constitucional. Veja todas abaixo e treine questões de cada uma, de graça.
Remuneração inicial: Subsídio elevado, na faixa de ~R$ 35 mil a R$ 40 mil (magistratura de contas, com subsídio próximo ao teto do funcionalismo e variação por estado)Base: Portais de transparência dos Tribunais de Contas estaduais, referência 2026. Confira o edital vigente.
A magistratura de contas de Minas: você relata, vota e substitui Conselheiros, no topo da carreira de controle externo.
O Conselheiro Substituto (antigo Auditor) não sai fiscalizando prefeituras: ele relata processos, vota em Câmaras e no Pleno e substitui Conselheiros titulares com todas as suas competências. É cargo de topo, equiparado a magistrado, com prova densa de carreira jurídica de elite. Não confunda com o concurso de Analista de Controle Externo de 2025.
O que faz um Conselheiro Substituto no TCE-MG
Esqueça a ideia de "auditor que fiscaliza prefeitura no campo". O Conselheiro Substituto (nome que o antigo cargo de Auditor recebeu pela Lei Complementar Estadual 133/2014) exerce a chamada magistratura de contas. Na prática, você:
- Relata processos de contas das mais variadas naturezas (prestações de contas, aposentadorias, editais, representações) e leva o voto para julgamento.
- Atua nas Câmaras e no Pleno do Tribunal, com voz nos colegiados.
- Substitui integralmente os Conselheiros titulares em afastamentos e impedimentos, assumindo todas as competências do cargo.
É a porta de entrada para a magistratura de contas: posição vitalícia, equiparada a magistrado, no topo da carreira de controle externo de Minas.
A banca e o perfil da prova
O certame de referência (edital 2017, provas em 2018) foi conduzido pela FUNDEP. Atenção a um ponto que confunde muita gente: o concurso recente de 2025 do TCE-MG (banca Cebraspe) é para Analista de Controle Externo, cargo de carreira diferente, e não para Conselheiro Substituto. São provas, exigências e nível de profundidade distintos.
O perfil da prova de Conselheiro Substituto é de altíssima densidade jurídica, no padrão de carreira jurídica de elite (parecido com magistratura):
- Objetiva longa (cerca de 100 questões, prova de várias horas) cobrindo o leque inteiro de direito público.
- Duas provas discursivas: uma de tema comum a todos e uma específica do cargo, com respostas dissertativas extensas (na casa de 60 linhas por questão).
- Avaliação de títulos ao final.
Matérias de maior peso e prioridade de estudo
O núcleo da prova gira em torno do controle externo e das matérias que sustentam o julgamento de contas. Priorize nesta ordem:
- Controle Externo e Contabilidade Pública: o coração do cargo. Domine competências dos Tribunais de Contas, tipos de fiscalização, julgamento de contas e contabilidade aplicada ao setor público.
- Direito Econômico-Financeiro e Direito Tributário: orçamento público, Lei de Responsabilidade Fiscal, despesa, receita e o sistema tributário.
- Direito Constitucional e Administrativo: especialmente o capítulo da fiscalização contábil, financeira e orçamentária e a atuação das Cortes de Contas.
Depois vêm Direito Civil, Processual Civil, Penal, Teoria Geral do Processo e Raciocínio Lógico, que pesam menos, mas eliminam quem ignora.
A legislação mineira que cai (e quase ninguém estuda)
Aqui mora a diferença entre passar e ficar de fora. A prova cobra Legislação Estadual específica, e estudar só material genérico de TCE não basta:
- Constituição do Estado de Minas Gerais, com foco na seção do Tribunal de Contas.
- Lei Orgânica do TCE-MG (Lei Complementar 102/2008 e alterações, incluindo a LC 133/2014 que renomeou o cargo).
- Regimento Interno do Tribunal, que define ritos, competências das Câmaras e do Pleno e o papel do Conselheiro Substituto.
Quem domina o arcabouço normativo mineiro larga na frente, porque essa parte não se encontra pronta em apostila nacional.
Escolaridade e remuneração
- Exigência: nível superior em Direito, com requisitos de experiência/tempo de atividade jurídica típicos de carreiras de magistratura de contas (confira sempre o edital vigente).
- Remuneração: faixa de subsídio de Conselheiro Substituto, uma das mais altas do funcionalismo estadual, equiparada à magistratura. Em termos qualitativos, é remuneração de topo de carreira jurídica pública, na casa das dezenas de milhares de reais mensais.
Matérias do edital
| # | Matéria | Questões no acervo |
|---|---|---|
| 1 | Português | 113.268 |
| 2 | Raciocínio Lógico | 19.866 |
| 3 | Direito Constitucional | 45.442 |
| 4 | Direito Administrativo | 65.476 |
| 5 | Direito Civil | 15.999 |
| 6 | Direito Processual Civil | 11.190 |
| 7 | Direito Penal | 16.427 |
| 8 | Direito Processual Penal | 11.310 |
| 9 | Direito Tributário | 14.382 |
| 10 | Direito Financeiro | 6.211 |
| 11 | Administração Financeira e Orçamentária (AFO) | 15.292 |
| 12 | Finanças Públicas | 1.034 |
| 13 | Contabilidade Pública | 17.194 |
| 14 | Auditoria | 9.457 |
| 15 | Controle Externo | 866 |
| 16 | Administração Pública | 7.482 |
Acervo de questões por matéria disponível no furafila para treino.
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Perguntas frequentes
Quanto ganha o Conselheiro Substituto?
Subsídio elevado, na faixa de ~R$ 35 mil a R$ 40 mil, magistratura de contas, com subsídio próximo ao teto do funcionalismo e variação por estado. Valor de referência (2026); confira sempre o edital e a tabela vigente.
Quais matérias caem no concurso Tribunal de Contas do Estado de Minas Gerais (TCE-MG) para Conselheiro Substituto?
Pelo edital, o cargo de Conselheiro Substituto cobra 16 matérias: Português, Raciocínio Lógico, Direito Constitucional, Direito Administrativo, Direito Civil, Direito Processual Civil, Direito Penal, Direito Processual Penal, Direito Tributário, Direito Financeiro, Administração Financeira e Orçamentária (AFO), Finanças Públicas, Contabilidade Pública, Auditoria, Controle Externo, Administração Pública.
Por onde começar a estudar para Conselheiro Substituto?
Comece pelas matérias de maior peso no edital (Português, Raciocínio Lógico, Direito Constitucional) e treine questões de cada uma. No furafila você pratica de graça, com gabarito e microaula em cada questão.
Onde treinar questões para o concurso Tribunal de Contas do Estado de Minas Gerais (TCE-MG)?
No furafila, de graça: questões comentadas das matérias do edital, com XP, ranking e batalhas para manter o ritmo.
O concurso de 2025 do TCE-MG é para Conselheiro Substituto?
Não. O edital de 2025 do TCE-MG (banca Cebraspe) é para Analista de Controle Externo, uma carreira diferente. O cargo de Conselheiro Substituto (antigo Auditor) teve como certame de referência o concurso de 2017, com provas em 2018, organizado pela FUNDEP.
Qual a diferença entre Conselheiro Substituto e Analista de Controle Externo?
O Analista de Controle Externo executa fiscalizações e instrui processos. O Conselheiro Substituto exerce a magistratura de contas: relata processos, vota nas Câmaras e no Pleno e substitui integralmente os Conselheiros titulares em afastamentos. É cargo de topo, equiparado a magistrado.
Que legislação estadual mineira cai na prova?
Principalmente a Constituição do Estado de Minas Gerais (seção do Tribunal de Contas), a Lei Orgânica do TCE-MG (LC 102/2008 e alterações, como a LC 133/2014) e o Regimento Interno do Tribunal. Estudar só material nacional de TCE deixa um buraco perigoso.