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Diplomata (CACD), Ministério das Relações Exteriores (MRE)

O edital de Diplomata (CACD) do Ministério das Relações Exteriores (MRE) (banca CESPE/CEBRASPE) cobra 14 matérias. As de maior peso são Português, Direito Internacional, Direito Constitucional. Veja todas abaixo e treine questões de cada uma, de graça.

O concurso mais erudito do Brasil: representar o país no exterior começa por dominar redação, idiomas e o jogo das relações internacionais.

Matérias
14
Banca
CESPE/CEBRASPE
Cargo de ingresso
Terceiro Secretário
Banca / organizador
Instituto Rio Branco
Nível e remuneração
Superior, faixa elevada
A objetiva só abre a porta; quem decide é a discursiva

A primeira fase (TPS) é só eliminatória: a nota não conta para a classificação final. Quem passa do corte zera o placar e disputa tudo na segunda fase, composta por provas discursivas de redação e idiomas. Na prática, o concurso é vencido na escrita, não na marcação de itens certo/errado. E o inglês costuma ser o grande funil: já chegou a eliminar cerca de metade de quem havia passado na primeira fase. Tratar a segunda fase como detalhe é o erro clássico de quem reprova com TPS aprovada.

O que faz um diplomata no dia a dia

Diplomata é o servidor do Ministério das Relações Exteriores (o Itamaraty) que representa e defende os interesses do Brasil perante outros países e organismos internacionais. O trabalho não é só recepção e protocolo: envolve negociar em nome do país, colher e analisar informações para a formulação da política externa, proteger brasileiros no exterior (a parte consular) e promover comércio, cultura e investimentos.

  • Servindo no Brasil (Brasília), você pode acompanhar países ou temas específicos, atuar na promoção comercial junto a empresas ou trabalhar em setores administrativos do MRE.
  • Servindo no exterior, você é lotado em embaixadas, consulados ou missões (os "postos"), classificados de A a D conforme qualidade de vida e relevância na agenda brasileira.
  • A remoção periódica entre Brasil e exterior faz parte da carreira: mudar de país a cada poucos anos é a regra, não a exceção.

A banca, o perfil e a dificuldade da prova

O concurso é o CACD (Concurso de Admissão à Carreira de Diplomata), conduzido pelo próprio Instituto Rio Branco (IRBr), o órgão de formação do Itamaraty, normalmente em colaboração com uma instituição aplicadora (em edições recentes, Cebraspe e IADES). Não é uma prova de "decoreba" de lei seca: é um certame erudito, que cobra repertório de humanidades, capacidade de argumentar por escrito e fluência real em idiomas.

  • A primeira fase é objetiva, no formato de itens "certo/errado" (estilo Cebraspe), com grande volume de itens distribuídos pelas disciplinas.
  • A dificuldade está menos em pegadinhas e mais na amplitude do conteúdo somada à exigência de produção textual de alto nível nas fases seguintes.
  • O perfil que vence costuma combinar boa base de leitura em humanidades, escrita madura e estudo de idiomas levado a sério desde o início.

Matérias de maior peso e prioridade

O conteúdo gira em torno de um núcleo estável de disciplinas, cobradas tanto na objetiva quanto, sobretudo, na discursiva: Língua Portuguesa, Língua Inglesa, História do Brasil, Política Internacional, Geografia, Economia e Direito, além de um idioma adicional (francês ou espanhol, à sua escolha).

  • Prioridade número um: Língua Inglesa. É a matéria que mais elimina na segunda fase, com prova de redação e versão, e merece estudo diário e contínuo, não de véspera.
  • Núcleo de humanidades: História do Brasil e Política Internacional são o coração do concurso, tanto pelo peso quanto por se conectarem ao que o diplomata realmente faz.
  • Português de alto nível: a segunda fase exige redação e resumo bem escritos; correção e clareza valem pontos.
  • Idioma adicional: francês ou espanhol entram com resumo e versão; escolha cedo para ter tempo de amadurecer.

Etapas do concurso

O CACD recente concentra-se em duas grandes fases, sem prova oral ou TAF nos moldes de carreiras policiais.

  • Primeira fase, o TPS (Teste de Pré-Seleção): prova objetiva, apenas eliminatória. A nota não soma na classificação final; ela só decide quem avança. Há nota mínima de corte para passar.
  • Segunda fase: provas discursivas de caráter eliminatório e classificatório, com redações e questões dissertativas das disciplinas, além das provas de idiomas (português, inglês e o idioma adicional). É aqui que a classificação é construída, exigindo pontuação mínima na soma das notas.
  • Após a aprovação, há o curso de formação no próprio Instituto Rio Branco, etapa em que o aprovado já ingressa como Terceiro Secretário e passa por preparação específica antes de assumir funções plenas.

Nível e remuneração

É carreira de nível superior (exige diploma de curso superior), com remuneração inicial em faixa elevada para o serviço público federal, compatível com a exigência intelectual do cargo. A progressão é estruturada por classes: o ingresso se dá como Terceiro Secretário, com ascensão automática a Segundo Secretário após alguns anos, e promoções seguintes condicionadas a mérito e requisitos da carreira. Quando lotado no exterior, o diplomata recebe ainda parcelas próprias do serviço fora do país, que variam conforme o posto.

Matérias do edital

#MatériaQuestões no acervo
1Português113.268
2Direito Internacional1.134
3Direito Constitucional45.442
4Macroeconomia3.847
5Economia Brasileira1.012
6Ciência Política498
7Direitos Humanos3.160
8Historia do Brasil12
9Historia Mundial9.004
10Geografia20.360
11Política Internacional681
12Língua Inglesa8.200
13Língua Espanhola1.407
14Língua Francesa83

Acervo de questões por matéria disponível no furafila para treino.

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Perguntas frequentes

Quais matérias caem no concurso Ministério das Relações Exteriores (MRE) para Diplomata (CACD)?

Pelo edital, o cargo de Diplomata (CACD) cobra 14 matérias: Português, Direito Internacional, Direito Constitucional, Macroeconomia, Economia Brasileira, Ciência Política, Direitos Humanos, Historia do Brasil, Historia Mundial, Geografia, Política Internacional, Língua Inglesa, Língua Espanhola, Língua Francesa.

Qual a banca do concurso Ministério das Relações Exteriores (MRE)?

A banca do cargo de Diplomata (CACD) é a CESPE/CEBRASPE.

Por onde começar a estudar para Diplomata (CACD)?

Comece pelas matérias de maior peso no edital (Português, Direito Internacional, Direito Constitucional) e treine questões de cada uma. No furafila você pratica de graça, com gabarito e microaula em cada questão.

Onde treinar questões para o concurso Ministério das Relações Exteriores (MRE)?

No furafila, de graça: questões comentadas das matérias do edital, com XP, ranking e batalhas para manter o ritmo.

A nota da prova objetiva (TPS) conta para a classificação final?

Não. A primeira fase é apenas eliminatória: serve para selecionar quem avança. Quem passa do corte volta a competir em pé de igualdade, e a classificação é definida pelas provas discursivas da segunda fase.

Preciso ser fluente em inglês para passar?

Sim, na prática. A prova de inglês, com redação e versão, é uma das que mais eliminam candidatos já aprovados na primeira fase. Além do inglês, você escolhe um idioma adicional, francês ou espanhol, também cobrado por escrito.

O CACD tem prova oral, teste físico ou investigação social?

As edições recentes se concentram em prova objetiva (eliminatória) e provas discursivas (eliminatórias e classificatórias), seguidas do curso de formação no Instituto Rio Branco. Não há TAF nem prova oral nos moldes de carreiras policiais; exige-se diploma de nível superior.

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