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Regimento Interno de Câmaras Municipais · FGV · 2024

Questão comentada de Regimento Interno de Câmaras Municipais

Jonas, Vereador no âmbito da cidade de São Paulo, realizou um inflamado discurso em evento político ocorrido no Município de Santos, Estado de São Paulo. Nesse contexto, em razão da suposta prática de crimes contra a honra de outro parlamentar, a autoridade policial competente deflagrou uma investigação para apurar os fatos. Nesse cenário, considerando as disposições do Regimento Interno da Câmara Municipal de São Paulo, é correto afirmar que

Gabarito: A

A imunidade material do vereador não é um salvo-conduto ilimitado. Ela protege as opiniões, palavras e votos, mas, em regra, somente no exercício do mandato e dentro da circunscrição do município. Em outras palavras: o vereador não ganha uma capa de invisibilidade jurídica para falar o que quiser em qualquer lugar do planeta, nem mesmo em qualquer cidade do Estado. No caso, Jonas discursou em Santos, fora da circunscrição do Município de São Paulo. Como o Regimento Interno da Câmara Municipal de São Paulo acompanha a lógica do art. 29, VIII, da Constituição Federal, a inviolabilidade do vereador fica restrita ao espaço municipal. Fora dele, essa proteção não impede, em tese, a apuração de eventual crime contra a honra. Por isso, a autoridade policial pode investigar sem ilegalidade. A chave da questão está exatamente no recorte territorial: a proteção existe, mas é municipal, não estadual nem nacional. A FGV adora testar esse detalhe, porque uma palavrinha muda tudo. Assim, o gabarito A é o correto porque afirma que a inviolabilidade do vereador se limita à circunscrição do Município de São Paulo, o que afasta a proteção para um discurso proferido em Santos.

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