Joana, gestora de processos de negócio, é responsável por otimizar os processos do MPU. Com base no CBOK 4.0, na primeira fase do seu trabalho, Joana definiu a seguinte tarefa: • identificar interfaces entre processos em que o trabalho ou a informação passam de um departamento para outro, o que pode gerar atrasos na execução do processo, além de distorções ou perdas de informações. Para executar essa tarefa, Joana deve identificar:
- A)as atividades manuais, para transformá-las em atividades automáticas, visando a otimizar e agilizar a execução das tarefas;
Errada, porque automatizar atividades manuais não identifica interfaces entre departamentos nem trata dos pontos de transferência de informação.
- B)os repositórios de processos de negócio, para catalogar as tarefas manuais e repetitivas dos departamentos;
Errada, porque repositório de processos serve para armazenar e organizar informações sobre processos, não para modelar handoffs entre áreas.
- C)handoffs utilizando swim lanes, para modelar as interfaces entre os departamentos;
Certa, porque swim lanes evidenciam os handoffs e as interfaces entre departamentos, permitindo mapear onde ocorre a transferência de trabalho e informação.
- D)as atividades atômicas, limitando as transferências de informação entre departamentos quando possível;
Errada, porque atividades atômicas são o menor nível de decomposição da tarefa e não representam, por si, a identificação das transferências entre departamentos.
- E)Key Performance Indicator (KPI), para avaliar as tarefas que mais atrasam, causam distorções e perdas de informações.
Errada, porque KPI mede desempenho e resultado, mas não é a ferramenta usada para identificar interfaces e handoffs no mapeamento do processo.
Gabarito: C
No CBOK 4.0, quando você quer enxergar onde um processo “quebra” entre áreas, o foco não é a tarefa em si, mas sim a passagem de trabalho e informação de um departamento para outro. Esse ponto de passagem é chamado de handoff. É justamente aí que costumam aparecer atrasos, retrabalho, ruídos de comunicação e perda de informação, como um “telefone sem fio” organizacional. Para identificar esses handoffs, a modelagem costuma usar swim lanes. Elas dividem o processo por áreas, papéis ou departamentos, deixando visível quem executa cada etapa e onde ocorre a transferência entre responsáveis. Em outras palavras, as raias ajudam você a localizar os pontos de interface entre setores, que são exatamente os gargalos que Joana quer mapear. Por isso, o gabarito é a alternativa C. Ela traduz com precisão a ideia de identificar handoffs usando swim lanes para modelar as interfaces entre os departamentos. Esse entendimento está alinhado à prática de BPM descrita no CBOK 4.0, que valoriza a visualização do fluxo ponta a ponta e das interações entre áreas para melhoria de processo. Se a questão falar em “passagem de informação”, “transferência entre setores”, “interface entre departamentos” ou “onde o processo troca de mãos”, pense logo em handoff e swim lanes. É o tipo de detalhe que a banca adora cobrar com linguagem bonita e confusa, mas a lógica é bem direta.