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Modelagem de Processos de Negócio (BPM) · FGV · 2021

Questão comentada de Modelagem de Processos de Negócio (BPM)

Um investidor, durante a preparação para o acerto de um acordo milionário com um parceiro, descobre que a meia que ele utilizou em todas as negociações bem-sucedidas, está rasgada. Ao perceber o ocorrido, entende o fato como um sinal e liga, em seguida, cancelando o acordo com seu parceiro. É correto afirmar que o investidor, ao tomar essa decisão, orientou-se

Gabarito: D

Essa questão explora um erro clássico de julgamento: a pessoa acha que um fato isolado tem um significado especial, quando na verdade está tirando uma conclusão sem base estatística ou lógica. Em processos decisórios, isso acontece quando alguém confunde coincidência com causa, como se um detalhe banal tivesse o poder de prever um resultado futuro. É o famoso "vi isso antes, então deve significar algo". No caso, o investidor viu a meia rasgada e passou a tratá-la como sinal de que o acordo daria errado. Só que a meia não tem relação causal com o sucesso ou fracasso da negociação. A decisão foi guiada por uma interpretação equivocada de um evento aleatório, isto é, um erro de aleatoriedade: atribuir padrão, sentido ou previsão a algo que ocorreu por acaso. Por isso o gabarito é a letra D. A conduta não tem a ver com custo irrecuperável, porque ele não está insistindo em algo já perdido. Também não é escalada de comprometimento, pois ele não está aprofundando uma decisão ruim anterior. O problema aqui é outro: ele tomou uma coincidência como se fosse um indicador confiável. Em provas de BPM e tomada de decisão, a banca costuma misturar vieses comportamentais com situações do cotidiano para testar se você reconhece a falha de raciocínio por trás da atitude. Aqui, o ponto central é separar fato causal de superstição disfarçada de estratégia.

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