No que concerne à reengenharia organizacional, é correto afirmar que
- A)são características dessa reengenharia o foco nas funções e o repensar conceitos, métodos e sistemas.
Errada, porque reengenharia não tem como foco as funções, e sim os processos, além de envolver repensar profundamente o trabalho, não apenas conceitos, métodos e sistemas isoladamente.
- B)é utilizada na realização de reparos rápidos ou de mudanças cosméticas na empresa.
Errada, porque reparos rápidos e mudanças cosméticas descrevem melhoria incremental ou ações pontuais, não reengenharia.
- C)tanto pode abranger apenas uma área como também toda a empresa.
Certa, porque a reengenharia organizacional pode ser aplicada em uma área específica ou de forma ampla, abrangendo toda a empresa.
- D)são dois os tipos de reengenharia organizacional: a de funções e a de processos.
Errada, porque essa divisão em reengenharia de funções e de processos não é a classificação clássica cobrada em BPM.
- E)há dois componentes fundamentais na reengenharia organizacional: foco nas funções e uso das tecnologias da informação e comunicação.
Errada, porque o foco nas funções não é componente fundamental da reengenharia, embora a tecnologia da informação possa ser um apoio importante.
Gabarito: C
Reengenharia organizacional é uma mudança profunda, quase um "reinício" do jeito de trabalhar. A ideia não é fazer remendo nem maquiagem: é repensar processos, estrutura, fluxos e até a forma como a empresa entrega valor. Por isso, ela costuma aparecer quando a organização precisa de salto de desempenho, e não de pequenos ajustes. Na doutrina de BPM, a reengenharia é associada à revisão radical de processos e, dependendo do objetivo, pode ser aplicada em um setor específico ou em toda a organização. Ou seja, não existe obrigação de ser algo gigante o tempo todo. Às vezes a empresa quer redesenhar apenas uma área crítica; em outras, muda tudo de uma vez. É justamente por isso que o gabarito está na alternativa C: a reengenharia organizacional pode abranger apenas uma área ou toda a empresa. Isso combina com a lógica da reengenharia de processos e com a visão clássica de Hammer e Champy, que defendem repensar processos com foco em resultados, e não em simples manutenção do que já existe. Cuidado para não confundir reengenharia com melhoria incremental. Aqui a ideia é mexer no núcleo do processo, e não dar aquela "maquiada corporativa". Em concurso, a banca gosta de trocar isso por mudanças cosméticas, foco em funções ou divisão artificial entre tipos que não correspondem ao conceito mais cobrado.