Considere o seguinte fluxo de caixa de um projeto de investimento. Anos 0 1 2 R$ (80.000) 12.000 92.000 A Taxa Interna de Retorno desse projeto está entre
- A)8,5% a.a. e 10,5% a.a.
Errada, porque a TIR do projeto é bem maior do que essa faixa, ficando em 15% a.a.
- B)10,5% a.a. e 12,5% a.a.
Errada, porque essa faixa ainda está abaixo da taxa que zera o VPL do fluxo apresentado.
- C)12,5% a.a. e 14,5% a.a.
Errada, porque a TIR não chega a essa faixa; o valor encontrado é inferior ao intervalo proposto.
- D)14,5% a.a. e 16,5% a.a.
Certa, porque a TIR calculada é 15% a.a., que está entre 14,5% e 16,5% a.a.
- E)16,5% a.a. e 18,5% a.a.
Errada, porque essa faixa fica acima da TIR do projeto, que é 15% a.a.
Gabarito: D
A Taxa Interna de Retorno (TIR) é a taxa que zera o valor presente líquido do projeto, isto é, faz o fluxo de caixa “empatar” com o investimento inicial. Em linguagem de prova: você traz todos os valores para a data zero e procura a taxa que iguala entradas e saídas. Se a TIR for maior que a taxa mínima de atratividade, o projeto tende a ser interessante; se for menor, a tendência é reprovação financeira do investimento. Aqui, o fluxo é: saída de R$ 80.000 no ano 0, entrada de R$ 12.000 no ano 1 e entrada de R$ 92.000 no ano 2. Montando a equação da TIR: -80.000 + 12.000/(1+i) + 92.000/(1+i)^2 = 0. Resolvendo, chega-se a i = 15% ao ano. Como 15% a.a. está dentro do intervalo de 14,5% a.a. e 16,5% a.a., o gabarito é a alternativa D. Em concursos, a FGV gosta de misturar cálculo de taxa com leitura de fluxo, então vale manter a calma: primeiro identifique entradas e saídas, depois monte a equação e veja onde a taxa cai. Não há “mágica” aqui, só matemática financeira básica: a TIR é a raiz da equação do VPL. Se você acertar o sinal dos fluxos e organizar bem os períodos, o problema praticamente se resolve sozinho.