Em relação à taxa interna de retorno (TIR), avalie se as afirmativas são verdadeiras (V) ou falsas (F): ( ) Trata-se de uma taxa de juros que pode ser comparada com o custo do capital. ( ) Fluxos de caixa com mudanças múltiplas de sinais pode gerar mais de um valor de TIR. ( ) Apresenta a desvantagem de não ser comparável entre projetos mutuamente excludentes com diferenças de escala. As afirmativas são, respectivamente,
- A)V, V e V.
Correta, porque as três afirmativas sobre a TIR são verdadeiras.
- B)V, V e F.
Errada, porque a primeira e a segunda afirmativas estão corretas, então não pode haver F na terceira.
- C)V, F e V.
Errada, porque a segunda afirmativa também é verdadeira, pois fluxos com múltiplas mudanças de sinal podem gerar mais de uma TIR.
- D)V, F e F.
Errada, porque a segunda e a terceira afirmativas são verdadeiras, então elas não podem ser F.
- E)F, V e F.
Errada, porque a primeira afirmativa é verdadeira e a terceira também é uma limitação real da TIR.
Gabarito: A
A TIR, ou taxa interna de retorno, é a taxa que faz o valor presente líquido do projeto ficar igual a zero. Na prática, ela funciona como uma régua para comparar o retorno do investimento com o custo de capital: se a TIR for maior que a taxa mínima exigida, o projeto tende a ser atrativo. Por isso, a primeira afirmativa é verdadeira. A segunda também é verdadeira. Quando um fluxo de caixa tem várias trocas de sinal, pode surgir mais de uma TIR, ou até nenhuma solução real bem comportada. Isso acontece por causa da própria matemática da equação da TIR, então não dá para tratar esse indicador como sempre único e infalível. A terceira afirmativa também está correta. A TIR pode enganar quando você compara projetos mutuamente excludentes com tamanhos diferentes, porque um projeto pequeno pode ter TIR maior e ainda assim gerar menos valor total do que outro maior. Nessa situação, o VPL costuma ser mais seguro para a decisão. Assim, o gabarito A está certo porque as três afirmativas são verdadeiras: V, V e V. Esse é um ponto clássico de prova da FGV, que gosta de misturar a utilidade da TIR com suas limitações para ver se você não cai no encanto do índice mais famoso da análise de investimentos.