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Matemática Financeira · FGV · 2023

Questão comentada de Matemática Financeira

Em relação à metodologia de Valoração por Opções Reais, não é correto afirmar que

Gabarito: D

A Valoração por Opções Reais é uma forma de analisar projetos quando existe flexibilidade gerencial, isto é, quando a empresa pode adaptar a decisão ao longo do tempo conforme o cenário muda. Em vez de tratar o investimento como algo “engessado”, ela admite que os fluxos de caixa, os custos e até a decisão de investir, expandir, adiar ou abandonar podem variar. Por isso, ela conversa bem com a lógica das Árvores de Decisão, que organizam decisões sequenciais e probabilidades de cada caminho possível. Nessa metodologia, você avalia os investimentos líquidos necessários em cada estágio e estima as probabilidades de ocorrência de cada ramo da árvore. Assim, a análise fica mais próxima da realidade, porque o gestor não precisa fingir que o futuro vem em linha reta e sem surpresas. A ideia central é capturar o valor da flexibilidade, que o VPL tradicional costuma ignorar ou subestimar. O ponto errado da questão está em dizer que o cálculo faz a média ponderada das taxas internas de retorno de cada ramo da Árvore de Decisão. Isso não é a lógica da Valoração por Opções Reais. O método trabalha com fluxos de caixa, investimentos incrementais, probabilidades e valor da flexibilidade, não com uma média ponderada de TIRs, que além de não ser o procedimento usual, mistura indicadores de forma inadequada. Então, o erro da alternativa D é técnico e conceitual: em Opções Reais, você não “faz a média das TIRs” dos ramos para chegar ao valor do projeto. O foco está na decisão sob incerteza e na possibilidade de reagir ao que acontecer, algo que torna o método mais sofisticado que o VPL puro.

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