Cansado da rotina da capital, Jonas decide seguir seu sonho de infância e começa a estruturar um plano para abrir um ateliê no interior de São Paulo para vender seus quadros. Ao realizar a análise de viabilidade do negócio, identificou que os custos fixos mensais, como aluguel e salário, somavam 5 mil reais, enquanto os custos variáveis por unidade de produto eram de 10 reais. Considerando que Jonas decidiu vender cada quadro por 30 reais, a quantidade de vendas necessárias para cobrir seus custos é de
- A)100 quadros.
Errada, pois 100 quadros gerariam receita insuficiente para cobrir os 5 mil de custo fixo.
- B)150 quadros.
Errada, porque 150 quadros ainda não bastam para zerar os custos totais do negócio.
- C)200 quadros.
Errada, já que 200 quadros cobrem parte dos custos, mas ainda não atingem o ponto de equilíbrio.
- D)250 quadros.
Certa, pois 250 quadros fazem a margem de contribuição total igualar o custo fixo.
- E)300 quadros.
Errada, porque 300 quadros ultrapassam o ponto de equilíbrio e já gerariam lucro.
Gabarito: D
Aqui estamos diante do ponto de equilíbrio, também chamado de break-even point. A ideia é simples: é a quantidade de vendas em que a receita exatamente cobre todos os custos, sem lucro e sem prejuízo. Em prova, isso costuma aparecer com custo fixo, custo variável por unidade e preço de venda por unidade. A conta básica é: quantidade = custo fixo / (preço de venda - custo variável unitário). O que sobra depois de pagar o custo variável de cada unidade é a margem de contribuição, isto é, quanto cada venda ajuda a “pagar a conta” dos custos fixos. Quando essa margem acumula o bastante para cobrir o custo fixo, o negócio se empata. No caso de Jonas, o custo fixo mensal é de 5 mil reais, o custo variável por quadro é de 10 reais e o preço de venda é 30 reais. Então a margem de contribuição por quadro é 20 reais. Dividindo 5.000 por 20, temos 250 quadros. Por isso o gabarito é a alternativa D. Até vender 250 quadros, Jonas ainda estará apenas cobrindo os custos; a partir daí, começa a aparecer lucro. É a matemática financeira fazendo o café esfriar, mas a conta fechar.