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Matemática Financeira · FGV · 2023

Questão comentada de Matemática Financeira

Um banco ligou para uma empresa oferecendo um produto financeiro que rende à taxa nominal efetiva bruta de 1,00% ao mês no regime de capitalização composta. O responsável da empresa por essa operação solicitou a mesma informação numa base semestral e anual, conforme orientação do seu chefe imediato. Sendo assim, o banco informou corretamente as taxas de:

Gabarito: E

Aqui o truque é simples: quando a taxa está em regime de capitalização composta, você não soma percentuais no “olhômetro”. Você precisa equivaler a taxa para o período pedido, usando a fórmula de juros compostos. Se a taxa é de 1% ao mês, a taxa semestral é obtida por (1,01)^6 - 1, que dá aproximadamente 6,15%. Já a taxa anual vem de (1,01)^12 - 1, chegando a cerca de 12,68%. Perceba que isso bate com a lógica dos juros compostos: mês a mês, os juros também passam a render juros. Esse é um caso clássico em que a banca quer ver se você sabe distinguir taxa mensal de taxa equivalente em outro período. Não é para multiplicar 1% por 6 e por 12, porque isso seria raciocínio linear, próprio de juros simples. Em capitalização composta, a equivalência correta preserva o mesmo ganho financeiro no período, só que acumulado de forma exponencial. Por isso, a resposta correta é a alternativa E: 6,15% ao semestre e 12,68% ao ano. A conta é direta e sem mistério, mas a pegadinha costuma funcionar porque muita gente cai na conversão “na régua”.

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