Considere um empréstimo de R$ 10.000,00, com taxa de juros de 2% ao mês, a ser pago em 10 parcelas mensais iguais, de acordo com a tabela Price. Sabendo-se que a primeira parcela é de R$ 1.113,27, a parte da amortização nessa parcela é:
- A)R$ 800,00;
Errada, porque R$ 800,00 não corresponde à diferença entre a prestação e os juros da primeira parcela.
- B)R$ 815,73;
Errada, pois R$ 815,73 não resulta do cálculo da amortização na tabela Price para esses dados.
- C)R$ 886,73;
Errada, porque a amortização não é R$ 886,73 quando os juros iniciais são 2% sobre R$ 10.000,00.
- D)R$ 913,27;
Certa, pois os juros da primeira parcela são R$ 200,00 e, logo, a amortização é R$ 1.113,27 - R$ 200,00 = R$ 913,27.
- E)R$ 1.000,00.
Errada, porque R$ 1.000,00 não é a amortização da primeira parcela neste financiamento.
Gabarito: D
Na tabela Price, as parcelas são iguais ao longo do contrato. Em cada prestação, você separa o valor em duas partes: juros do período e amortização do saldo devedor. A lógica é simples e bem cobrada em prova: primeiro calcula-se os juros sobre a dívida do início do mês, depois a diferença entre a parcela e esses juros é a amortização. Aqui, o empréstimo é de R$ 10.000,00 e a taxa é de 2% ao mês. Então, os juros da primeira parcela são 2% de 10.000, ou seja, R$ 200,00. Como a primeira prestação vale R$ 1.113,27, a parte que efetivamente reduz a dívida é 1.113,27 - 200,00. Fazendo a conta, a amortização da primeira parcela é R$ 913,27. É por isso que o gabarito é a alternativa D. O raciocínio é o clássico da Price: prestação fixa, juros caindo ao longo do tempo e amortização crescendo mês a mês. Em resumo, em prova de Matemática Financeira, sempre pense: parcela = juros + amortização. Achou os juros? O resto é a amortização. Sem drama, sem mágica, só a conta bem organizada.