Alice comprou uma televisão que custa R$ 5.000,00 à vista. Ela vai pagar em 10 prestações mensais iguais de R$ 586,15, sem entrada. Sabendo-se que na primeira mensalidade a amortização do principal é de R$ 436,15, a taxa de juros mensal embutida nesse financiamento é de:
- A)2%;
Errada, porque 2% sobre R$ 5.000,00 geraria juros de R$ 100,00, e não os R$ 150,00 deduzidos da prestação.
- B)2,5%;
Errada, porque 2,5% sobre R$ 5.000,00 resulta em R$ 125,00 de juros, valor menor que o indicado na questão.
- C)3%;
Correta, pois os juros do primeiro mês são R$ 586,15 - R$ 436,15 = R$ 150,00, e 150/5000 = 3% ao mês.
- D)3,5%;
Errada, porque 3,5% sobre R$ 5.000,00 daria R$ 175,00 de juros, acima do valor informado.
- E)4%.
Errada, porque 4% sobre R$ 5.000,00 geraria R$ 200,00 de juros, bem diferente dos R$ 150,00 encontrados.
Gabarito: C
Em financiamento com prestações iguais, a prestação costuma ser dividida em duas partes: juros e amortização. Os juros de cada mês incidem sobre o saldo devedor do período anterior, e a amortização é o que realmente reduz a dívida. Na primeira parcela, como ainda não houve pagamento anterior, os juros são calculados sobre o valor total financiado, que aqui é R$ 5.000,00. A questão já entrega a pista mais importante: a prestação é de R$ 586,15 e a amortização do principal na primeira mensalidade é de R$ 436,15. Então, basta separar o que é amortização do que é juros. Fazendo a conta: 586,15 - 436,15 = 150,00. Esses R$ 150,00 são os juros do primeiro mês. Agora vem o passo final, que é o clássico da Matemática Financeira: taxa = juros / principal. Logo, i = 150 / 5000 = 0,03, isto é, 3% ao mês. É por isso que o gabarito é a letra C. Em prova, essa lógica aparece muito no sistema de amortização, especialmente no raciocínio do financiamento com prestações fixas: prestação = juros + amortização. Não precisa de fórmula pesada aqui, só de organização e atenção às partes da parcela.