Helena comprou um apartamento no valor de R$ 720.000 financiado em 30 anos pelo Sistema de Amortização Constante – SAC, a uma taxa de juros de 1% ao mês. Dessa forma, o valor da última prestação, em reais, é de
- A)2.020.
Correta: no SAC, a última prestação é a amortização fixa de R$ 2.000 somada aos juros de 1% sobre R$ 2.000, totalizando R$ 2.020.
- B)2.500.
Errada: R$ 2.500 não corresponde nem à amortização constante nem ao cálculo dos juros sobre o saldo final.
- C)3.815.
Errada: R$ 3.815 seria compatível com um saldo devedor maior, mas na última parcela do SAC o saldo já está praticamente quitado.
- D)5.000.
Errada: R$ 5.000 superestima bastante a prestação final e ignora a redução do saldo devedor ao longo do financiamento.
- E)8.810.
Errada: R$ 8.810 está muito acima do valor esperado no fim do SAC, quando os juros já são mínimos.
Gabarito: A
No Sistema de Amortização Constante (SAC), a amortização da dívida é sempre a mesma em todas as parcelas. O que muda ao longo do tempo é o juros, que vai caindo porque incide sobre um saldo devedor cada vez menor. Em outras palavras: a parcela começa mais pesada e vai ficando mais leve, como uma mochila que perde peso a cada mês. Aqui, o financiamento foi de R$ 720.000 em 30 anos, ou seja, 360 meses. No SAC, a amortização mensal é R$ 720.000 / 360 = R$ 2.000. Como estamos na última prestação, o saldo devedor antes dela é só o valor de uma amortização, isto é, R$ 2.000. Aplicando a taxa de juros de 1% ao mês sobre esse saldo, temos juros de R$ 20. Então, a última prestação é a soma da amortização com os juros: R$ 2.000 + R$ 20 = R$ 2.020. Por isso o gabarito é a alternativa A. Esse é o padrão do SAC: parcela final pequena, porque o saldo devedor já está quase zerado, e os juros acompanham essa queda.