Uma sociedade empresária está analisando a viabilidade econômico-financeira de um projeto de investimento que apresenta vida útil de sete anos. O critério principal para tomada de decisão é o Valor Presente Líquido (VPL). Foi calculado o payback nominal do seu fluxo de caixa e o resultado encontrado foi de cinco anos. Sendo assim, é correto afirmar que o projeto:
- A)é viável, pois recupera todo o capital investido assim como seu custo de oportunidade;
Errada, porque o payback nominal não considera o custo de oportunidade e, sozinho, não garante viabilidade econômica.
- B)é viável, pois todos os demais critérios de análise confirmarão sua viabilidade;
Errada, pois um único critério não confirma automaticamente os demais, e o VPL continua dependente da taxa de desconto.
- C)não é viável, pois o payback nominal está muito próximo da vida útil;
Errada, porque estar próximo da vida útil não torna o projeto inviável por si só; isso não é regra financeira.
- D)não é viável, pois o payback nominal não considera o custo de capital;
Errada, porque o fato de o payback nominal não considerar o custo de capital é uma limitação, mas isso não permite concluir sozinho que o projeto não é viável.
- E)pode ser viável ou não, a depender da taxa mínima de atratividade do projeto.
Certa, porque a viabilidade pelo VPL depende da taxa mínima de atratividade usada no desconto dos fluxos de caixa.
Gabarito: E
Payback nominal é o tempo que o projeto leva para recuperar o capital investido em valores nominais, ou seja, sem trazer os fluxos a valor presente. Ele ajuda a responder uma pergunta simples: em quantos anos o dinheiro volta? Só que essa resposta, sozinha, não diz se o projeto realmente cria riqueza. Para decidir se vale a pena investir, o critério principal informado no enunciado é o Valor Presente Líquido (VPL). E aí entra o ponto-chave: o VPL depende da taxa mínima de atratividade (TMA), também chamada de custo de capital ou taxa de desconto. Se o VPL for positivo, o projeto tende a ser aceito; se for negativo, tende a ser rejeitado. Então, saber que o payback nominal é de 5 anos e que a vida útil é de 7 anos não basta para concluir a viabilidade. O projeto pode recuperar o investimento antes de acabar sua vida útil, mas ainda assim não gerar valor suficiente quando os fluxos forem descontados pela TMA. Em outras palavras: o caixa volta, mas pode voltar “magro”. Por isso, a alternativa correta é a que afirma que o projeto pode ser viável ou não, dependendo da taxa mínima de atratividade. Em linguagem de concurso: payback nominal é um indicador auxiliar, não substitui o VPL. A análise econômica completa continua mandando no jogo.