Determinada categoria profissional recebeu um reajuste salarial de 13,4% de seu empregador em determinado ano. Se a inflação acumulada no ano em questão tiver sido de 5%, então a taxa real de aumento recebido pelos trabalhadores terá sido de
- A)6,70%.
Errada, porque 6,70% não corresponde à relação correta entre reajuste nominal e inflação.
- B)7,73%.
Errada, porque 7,73% não é o resultado da fórmula de taxa real usada em matemática financeira.
- C)8,00%.
Certa, pois a taxa real é ((1,134 / 1,05) - 1) = 0,08, ou seja, 8,00%.
- D)8,40%.
Errada, porque 8,40% vem de uma subtração simples, mas aqui o cálculo exige composição de taxas.
- E)12,73%.
Errada, porque 12,73% confunde o reajuste nominal com o ganho real, sem descontar corretamente a inflação.
Gabarito: C
Quando o assunto é aumento salarial com inflação, a ideia-chave é separar dois efeitos: o reajuste nominal e o ganho real de poder de compra. O reajuste nominal é o quanto o salário subiu no papel. Já a taxa real mostra quanto desse aumento realmente sobrou depois de descontar a inflação. No fim, o que importa para o trabalhador não é só ganhar mais reais, mas ganhar mais capacidade de compra. A conta correta usa a relação entre as taxas: taxa real = ((1 + taxa nominal) / (1 + inflação)) - 1. Aqui, o reajuste foi de 13,4% e a inflação de 5%, então fica ((1,134) / (1,05)) - 1. Fazendo a divisão, resulta em 1,08, isto é, 8% de aumento real. Perceba que não basta subtrair 13,4% - 5% e sair correndo para a festa. Em matemática financeira, percentuais sucessivos se combinam de forma multiplicativa, não simplesmente por diferença. Por isso, o valor correto não é 8,4%, mas 8%. Essa é a lógica cobrada em concurso: taxa real mede o aumento efetivo acima da inflação. Assim, o gabarito C está correto porque o trabalhador teve ganho real de 8,00% no ano.