Cada palavra não clara no enunciado recebe esta glosa entre parênteses depois da palavra. O transcritor não conhece o sinal, mas identifica o seu significado (os problemas dos sinais não identificados que receberam esse código foram resolvidos após a entrevista com a autora). Este texto refere-se a:
- A)(YYY)
Correta, porque esse codigo representa a marca usada para um sinal cujo significado foi identificado, embora o sinal em si nao tivesse sido reconhecido na transcricao inicial.
- B)(FS)
Errada, porque FS se refere a datilologia, isto e, a soletracao manual por letras.
- C)(DV)
Errada, porque DV nao e o codigo descrito no enunciado e nao corresponde a essa situacao de transcricao.
- D)(XXX)
Errada, porque XXX costuma ser usado para indicar um sinal nao entendido ou nao identificado, sem o sentido recuperado descrito no enunciado.
- E)(IX)
Errada, porque IX remete a indexacao/apontacao, nao a um codigo de sinal nao identificado na transcricao.
Gabarito: A
Em Libras, a transcricao usa glosas para representar sinais por palavras em maiusculas, e alguns codigos aparecem quando o pesquisador ainda nao conseguiu identificar exatamente qual foi o sinal. Se, depois, ele entende o significado, mas nao sabe o nome convencional daquele sinal, costuma marcar a palavra com um codigo provisório ligado ao conteudo do trecho. E aqui entra a ideia cobrada pela banca: ela descreve justamente a anotacao usada quando o sinal nao foi reconhecido no momento da transcricao, mas seu sentido foi recuperado depois. Isso é bem comum em pesquisa de campo, porque a conversa nao para para esperar o transcritor abrir o dicionario, nao. O trabalho vai sendo ajustado depois, com revisao e entrevista com o autor do sinalizado. Por isso, o gabarito A está correto: (YYY) é o código associado a esse tipo de marcação provisória para sinal de significado conhecido, mas forma ainda não identificada no momento da transcricao. A banca explorou um ponto de terminologia de anotação em Libras, não um conteúdo de morfologia ou sintaxe propriamente dita.