Os sinais são formados com a combinação do movimento das mãos, em um formato, num determinado lugar, com expressões faciais e/ou corporais compondo o significado, a ideia. Os sinais de APRENDER — LARANJA — ADORAR têm a mesma configuração de mão. Esses sinais são realizados, respectivamente:
- A)na testa, na boca, no peito do lado esquerdo;
Certa, porque APRENDER é na testa, LARANJA na boca e ADORAR no peito do lado esquerdo.
- B)no espaço neutro, na boca, no peito do lado esquerdo;
Errada, porque traz o espaço neutro em vez da testa para APRENDER, mudando o ponto de articulação.
- C)na testa, no queixo, no peito do lado esquerdo;
Errada, porque troca a boca pelo queixo em LARANJA, e esse detalhe altera o sinal.
- D)na bochecha, na boca, no peito do lado esquerdo;
Errada, porque coloca APRENDER na bochecha, e não na testa.
- E)na boca, na testa, no peito do lado esquerdo.
Errada, porque inverte os dois primeiros pontos de articulação e não corresponde aos sinais indicados.
Gabarito: A
Na Libras, um sinal não nasce só da configuração de mão. Ele também depende do ponto de articulação, do movimento, da orientação da palma e das expressões faciais e corporais. É essa combinação que faz uma ideia virar sinal de verdade, e não apenas um gesto solto no ar. Nesta questão, o ponto principal é lembrar onde cada sinal é produzido. O sinal de APRENDER costuma ser articulado na testa, o de LARANJA na boca e o de ADORAR no peito, do lado esquerdo. Como os três têm a mesma configuração de mão, a banca quer justamente que você identifique o local de realização de cada um. Então, o gabarito A está correto porque organiza exatamente esses três pontos de articulação: testa, boca e peito do lado esquerdo. Em Libras, o local do sinal muda o significado, mesmo quando a configuração de mão é igual. É como se a mão fosse a mesma, mas o endereço do sinal fosse outro. Esse tipo de cobrança conversa com a descrição linguística da Libras prevista na Lei 10.436/2002 e no Decreto 5.626/2005, que reconhecem a Libras como língua com estrutura própria. Ou seja: não é mímica improvisada, é língua com regras. A FGV gosta bastante de explorar esses parâmetros linguísticos básicos, então vale memorizar bem os pontos de articulação mais recorrentes.