Durante um serviço de tradução e interpretação em LIBRAS, em um atendimento de consulta médica, o profissional tradutor e intérprete de LIBRAS emitiu sua opinião sobre os sintomas relatados pelo paciente surdo. De acordo com o descrito acima, um preceito ético que deve ser cumprido pelo profissional tradutor e intérprete de LIBRAS é:
- A)fidelidade;
Fidelidade é importante, mas aqui o problema central não é só a exatidão da tradução, e sim a quebra de neutralidade ao opinar sobre os sintomas.
- B)discrição;
Discrição se relaciona com sigilo e reserva, mas não é o preceito diretamente violado quando o intérprete emite opinião durante a consulta.
- C)imparcialidade;
Correta, porque o intérprete deve manter imparcialidade e não acrescentar julgamento pessoal ao que o paciente relatou.
- D)distância profissional;
Distância profissional é uma ideia próxima, mas a violação descrita na questão é, de forma mais precisa, a falta de imparcialidade.
- E)confiabilidade.
Confiabilidade é uma qualidade desejável, porém o enunciado aponta para a atuação parcial do intérprete, não para mera quebra de confiança.
Gabarito: C
Na interpretação em LIBRAS, o tradutor e intérprete deve atuar como ponte entre as partes, sem colocar opinião pessoal no meio do caminho. Isso vale ainda mais em contexto de saúde, porque qualquer interferência pode alterar o sentido da fala do paciente ou da orientação do médico. O papel do intérprete é transmitir a mensagem com precisão, clareza e neutralidade, preservando o conteúdo e a intenção de quem fala. Por isso, quando o profissional emite sua opinião sobre os sintomas relatados, ele sai da posição técnica e compromete a ética do serviço. O preceito violado é a imparcialidade: o intérprete não pode tomar partido, influenciar a conversa nem acrescentar julgamentos próprios. Em termos práticos, ele traduz o que foi dito e ponto final, sem virar