De acordo com a lei que regulamenta a profissão de tradutor e intérprete da Língua Brasileira de Sinais, a União, diretamente ou por intermédio de credenciadas, promoverá anualmente o exame Prolibras. A banca examinadora do exame de proficiência em Tradução e Interpretação de LIBRAS - Língua Portuguesa deve ser constituída por:
- A)docentes surdos, surdocegos e ouvintes, linguistas e tradutores e intérpretes de qualquer instituição superior com amplo conhecimento dessa função;
Errada, porque inclui surdocegos, ouvintes e qualquer instituição superior, elementos que não correspondem à composição prevista para a banca.
- B)docentes surdos, linguistas e tradutores e intérpretes de LIBRAS de instituições de educação superior com amplo conhecimento dessa função;
Certa, pois traz docentes surdos, linguistas e tradutores e intérpretes de Libras de instituições de educação superior, com amplo conhecimento da função, exatamente como exige a norma.
- C)linguistas surdos e tradutores e intérpretes de qualquer língua de sinais de instituições de educação superior, com exigência de amplo conhecimento dessa função;
Errada, porque fala em linguistas surdos e qualquer língua de sinais, distorcendo os sujeitos e o objeto da avaliação prevista.
- D)ouvintes linguistas, tradutores e intérpretes de LIBRAS de instituições de educação infantil, com amplo conhecimento específico da área;
Errada, pois menciona ouvintes, educação infantil e uma formulação que não aparece na regulamentação da banca examinadora.
- E)ouvintes e surdos especializados em tradução e interpretação em outras línguas de sinais de instituições de educação superior, com amplo conhecimento dessa função.
Errada, porque desloca o foco para outras línguas de sinais e não reproduz a composição legal exigida para o exame de proficiência em Libras.
Gabarito: B
A ideia aqui é simples: a prova Prolibras é o exame de proficiência para quem quer atuar como tradutor e intérprete de Libras, e a norma pede uma banca com gente que realmente conheça a língua e a função profissional. Não basta saber um pouco de Libras, porque interpretar exige domínio linguístico, prática e critério técnico. Por isso, a composição da banca mistura experiência acadêmica e experiência profissional na área. Na regulamentação do tema, a banca do exame de proficiência em Tradução e Interpretação de Libras-Língua Portuguesa deve ser formada por docentes surdos, linguistas e tradutores e intérpretes de Libras de instituições de educação superior, todos com amplo conhecimento dessa função. O foco da lei e do decreto regulamentador é garantir avaliação séria, por pessoas habilitadas e reconhecidas na área. É exatamente isso que faz a alternativa B ficar correta: ela reúne os sujeitos exigidos pela norma e mantém o requisito de ampla familiaridade com a atividade de tradução e interpretação. Em concurso, sempre vale desconfiar de alternativas que trocam surdos por ouvintes, mudam o nível da instituição ou inventam categorias que a lei não cita. Em resumo, Prolibras não é um "teste qualquer". A banca precisa ter perfil técnico e representatividade linguística, porque aqui o detalhe importa, e muito.