Acupédico; Perdoncini; e, Verbotonal são metodologias que podem ser implementadas para alcançar os objetivos do:
- A)Oralismo.
Correta, porque Acupédico, Perdoncini e Verbotonal são metodologias ligadas ao oralismo, com foco na língua oral e no treino da fala.
- B)Bilinguismo.
Errada, porque o bilinguismo valoriza Libras e português, e não se organiza em torno de métodos oralistas.
- C)Modelo sucessivo.
Errada, porque "modelo sucessivo" não é a referência desses métodos e não corresponde ao objetivo de oralização descrito.
- D)Modelo simultâneo.
Errada, porque o "modelo simultâneo" não é o enquadramento clássico dessas metodologias, que são tipicamente oralistas.
Gabarito: A
As metodologias citadas no enunciado - Acupédico, Perdoncini e Verbotonal - fazem parte da tradição oralista na educação dos surdos. A lógica delas é priorizar a língua oral, com treino de fala, leitura labial e aproveitamento dos resíduos auditivos, deixando a língua de sinais fora do centro do processo educativo. Em outras palavras: a meta é fazer o aluno surdo se aproximar da comunicação oral da maioria ouvinte. Por isso, o gabarito é a letra A. O oralismo surgiu historicamente como uma proposta de integração do surdo pela via exclusiva da oralidade, especialmente após o Congresso de Milão, em 1880, que reforçou a ideia de afastar os sinais da escola. Esses métodos são lembrados justamente como estratégias usadas para alcançar esse objetivo oralista. Já o bilinguismo segue outra lógica: reconhece a língua de sinais como primeira língua da pessoa surda e a língua portuguesa, em geral na modalidade escrita, como segunda língua. Então, se a questão fala de métodos voltados para fala e leitura labial, não tem mistério: isso aponta para o oralismo, não para bilinguismo. Na prática de prova, pense assim: se a banca trouxer nomes de métodos com foco em fala, audição e articulação, ela está piscando para o modelo oralista. E, no campo normativo, a Lei nº 10.436/2002 e o Decreto nº 5.626/2005 valorizam a Libras e a educação bilíngue, justamente como resposta a modelos antigos centrados só na oralização.