Ao realizar a interpretação, o intérprete deve observar preceitos éticos. Ele tem por objetivo passar o que é realmente dito, não podendo alterar a informação; caso desrespeite tal preceito, podemos afirmar que ele fere o Princípio da:
- A)Discrição.
Discrição é importante na ética profissional, mas não é o princípio violado quando o intérprete altera o conteúdo da mensagem.
- B)Fidelidade.
Correta, porque o intérprete deve reproduzir fielmente o que foi dito, sem modificar a informação transmitida.
- C)Confiabilidade.
Confiabilidade se relaciona à confiança no profissional, mas o enunciado destaca a obrigação de fidelidade ao conteúdo interpretado.
- D)Distância profissional.
Distância profissional trata do cuidado com vínculos e envolvimento excessivo, não da alteração da mensagem.
Gabarito: B
Na atuação do intérprete de Libras, a regra de ouro é simples: ele não cria, não corta e não melhora a fala de ninguém. O papel dele é transmitir a mensagem com a maior exatidão possível, preservando conteúdo, intenção e sentido do que foi dito. Se ele altera a informação, entra em choque com a ética profissional. Esse dever aparece no Código de Ética dos tradutores e intérpretes de Libras, que exige atuação responsável, leal ao conteúdo interpretado e sem interferência pessoal na mensagem. Em prova, quando o enunciado fala em "passar o que é realmente dito" e "não alterar a informação", a banca está apontando para a ideia de fidelidade. Por isso, o gabarito é a letra B. Fidelidade aqui não tem nada de romantização: é compromisso com a reprodução fiel da mensagem, sem omissões, acréscimos ou distorções. Se o intérprete mexe no sentido, ele deixa de ser ponte e vira editor do discurso.