Os três momentos didático-pedagógicos do atendimento educacional especializado para estudantes surdos são
- A)os ensinos da LIBRAS, do português oral e do português escrito.
Errada, porque inclui português oral como um dos eixos, mas os três momentos previstos priorizam Libras, conteúdos em Libras e português escrito.
- B)o ensino da LIBRAS, a estimulação rítmica e o ensino do português escrito.
Errada, porque a estimulação rítmica não integra esses três momentos didático-pedagógicos previstos para o atendimento do estudante surdo.
- C)os ensinos da LIBRAS, dos demais conteúdos em LIBRAS e da língua portuguesa escrita.
Certa, porque corresponde exatamente aos três momentos: ensino de Libras, ensino dos demais conteúdos em Libras e ensino da língua portuguesa escrita.
- D)o ensino da LIBRAS, a estimulação do português oral e o ensino dos demais conteúdos.
Errada, porque troca o ensino do português escrito por estimulação do português oral, o que não corresponde ao modelo legal do AEE para surdos.
- E)os ensinos do português oral, do português escrito e da LIBRAS.
Errada, porque desloca o foco para o português oral e escrito sem contemplar corretamente o ensino dos conteúdos curriculares em Libras.
Gabarito: C
No atendimento educacional especializado para estudantes surdos, a lógica não é “traduzir tudo para o português oral”, mas organizar o acesso ao currículo por caminhos linguísticos adequados. A ideia central é garantir a Libras como língua de instrução e de interação, enquanto o português entra como segunda língua, na modalidade escrita. Pelo Decreto 5.626/2005, a educação do aluno surdo deve prever três momentos didático-pedagógicos: o ensino de Libras, o ensino dos demais conteúdos curriculares em Libras e o ensino da língua portuguesa escrita. Em outras palavras, primeiro você fortalece a língua de sinais, depois usa essa língua para ensinar os conteúdos escolares, e por fim trabalha o português escrito como segunda língua. É por isso que a letra C está correta. Ela reúne exatamente essa sequência: Libras, demais conteúdos em Libras e língua portuguesa escrita. A banca gosta muito dessa formulação porque ela separa o que é língua de instrução, o que é conteúdo curricular e o que é ensino de português como L2. Já as alternativas com português oral costumam cair em erro clássico: a escola não deve tratar a oralização como eixo central do atendimento ao estudante surdo. O foco legal e pedagógico está na acessibilidade linguística, na mediação em Libras e no desenvolvimento da escrita em português, sem transformar a fala oral no centro do processo.