De acordo com o código de conduta e ética dos tradutores e intérpretes de língua de sinais, julgue os próximos itens. I É dever exclusivo do tradutor conhecer as diferentes formas de comunicação utilizadas pelas pessoas surdas e conhecer as tecnologias assistivas. II É vedado ao tradutor usar informações confidenciais traduzidas ou interpretadas para benefícios próprios com ganho profissional. III O intérprete deve reconhecer seu próprio nível de competência e ser prudente em aceitar tarefas, especialmente em palestras técnicas. Assinale a opção correta.
- A)Apenas o item I está certo.
Errada, porque o item I não está correto e, sozinho, ele derruba a alternativa.
- B)Apenas o item II está certo.
Errada, porque o item II está correto, mas o item III também está correto, então não é apenas ele.
- C)Apenas os itens II e III estão certos.
Certa, porque os itens II e III estão corretos e o item I está incorreto.
- D)Apenas os itens I e III estão certos.
Errada, porque o item I está incorreto, então não podem estar certos apenas I e III.
- E)Todos os itens estão certos.
Errada, porque o item I está incorreto, logo nem todos os itens estão certos.
Gabarito: C
Nesta questão, o ponto central é o código de conduta e ética dos tradutores e intérpretes de Libras. Ele exige postura profissional séria, sigilo, competência e responsabilidade na hora de aceitar ou não uma tarefa. Em concursos, a banca adora misturar atribuições do tradutor com deveres gerais da equipe de interpretação, para ver se você cai na conversa bonita do enunciado. O item I está errado porque não é dever exclusivo do tradutor conhecer as diferentes formas de comunicação usadas pelas pessoas surdas e as tecnologias assistivas. Esse tipo de conhecimento integra a atuação ética e profissional do intérprete e do tradutor, mas não pode ser tratado como obrigação exclusiva de um só deles. Além disso, a redação tenta restringir indevidamente um dever que é mais amplo. O item II está certo porque o sigilo é regra de ouro: informações confidenciais obtidas na tradução ou interpretação não podem ser usadas para benefício próprio, muito menos para ganho profissional. Isso é coerente com os códigos éticos da área e com a lógica de confidencialidade profissional, muito presente em documentos de entidades da categoria, como o código de ética do tradutor e intérprete de Libras. O item III também está certo. O intérprete deve reconhecer seus limites de competência e ser prudente ao aceitar tarefas, especialmente quando o conteúdo é técnico ou exige domínio específico. A ética profissional aqui é simples: não basta querer ajudar, é preciso saber se você realmente está apto para aquilo. Por isso, o gabarito é a letra C.