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Libras · CESPE/CEBRASPE · 2024

Questão comentada de Libras

Com referência à acessibilidade de pessoas com surdo-cegueira, o profissional guia-intérprete deve dominar ao menos uma forma de comunicação, que pode ser

Gabarito: E

Quando a questão fala em acessibilidade da pessoa com surdo-cegueira, o foco não é apenas “traduzir sinais”, mas garantir comunicação efetiva e autonomia. Nessa área, o guia-intérprete atua como ponte comunicativa e pode usar diferentes recursos, dependendo da necessidade da pessoa atendida. Entre esses recursos estão a LIBRAS tátil, a comunicação háptica e o tadoma. A LIBRAS tátil adapta os sinais para o tato; a comunicação háptica usa sinais no corpo para transmitir informações contextuais; e o tadoma é um método tátil em que a pessoa percebe a fala pelo toque no rosto e na face do interlocutor. Ou seja, são formas diretamente ligadas à comunicação com a pessoa surdocega. É por isso que o gabarito é a letra E. As demais alternativas misturam recursos de acessibilidade geral, orientação, mobilidade e leitura, que podem ajudar na autonomia, mas não são, em regra, formas de comunicação que o guia-intérprete deve dominar para esse atendimento específico. Em provas, a banca adora trocar “meio de acesso” por “meio de comunicação” para confundir. Como base normativa, a Convenção sobre os Direitos da Pessoa com Deficiência, incorporada com status constitucional no Brasil, e a Lei Brasileira de Inclusão (Lei 13.146/2015) reforçam o direito à comunicação e à acessibilidade, o que sustenta o uso desses recursos especializados no atendimento à pessoa com surdo-cegueira.

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