No processo histórico da educação de surdos, houve um período no qual as línguas de sinais foram proibidas em detrimento da proposta educacional denominada
- A)bilinguismo surdo.
Errada, porque o bilinguismo surdo valoriza a língua de sinais e a língua escrita/oral, não proíbe sinais.
- B)comunicação total.
Errada, porque a comunicação total admite o uso de vários recursos comunicativos, inclusive sinais, e não representa a proibição deles.
- C)LIBRAS tátil.
Errada, porque LIBRAS tátil é uma adaptação usada em contextos específicos, não uma proposta histórica que proibiu línguas de sinais.
- D)inclusão.
Errada, porque inclusão é um princípio educacional amplo e atual, não um modelo histórico de repressão às línguas de sinais.
- E)oralismo.
Certa, porque o oralismo defendia a centralidade da fala e da leitura labial, proibindo ou desvalorizando o uso das línguas de sinais.
Gabarito: E
Na história da educação de surdos, houve um período em que a escola tentou fazer o surdo falar a qualquer custo e tratou a língua de sinais como um obstáculo. Esse momento ficou marcado pelo oralismo, que defendia o ensino centrado na fala, na leitura labial e na reabilitação da comunicação oral, em vez do uso da língua de sinais. Esse modelo ganhou muita força após o Congresso de Milão, em 1880, quando o uso das línguas de sinais foi duramente reprimido em vários países. Na prática, a ideia era "normalizar" o aluno surdo pela voz, como se a língua de sinais atrapalhasse a aprendizagem. Hoje, essa visão é superada, porque se reconhece que a língua de sinais é língua de fato, com estrutura própria e papel fundamental no desenvolvimento linguístico e cognitivo. No Brasil, a LIBRAS foi reconhecida pela Lei 10.436/2002 e regulamentada pelo Decreto 5.626/2005, consolidando a mudança de paradigma. Então, quando a questão fala em um período de proibição das línguas de sinais em favor de uma proposta educacional, o nome dessa proposta é oralismo. Resumo de prova: se a banca mencionar proibição de sinais, foco exclusivo na fala, leitura labial e rejeição da língua de sinais, pense em oralismo. É a cara desse tipo de questão.