No que se refere à sua estrutura gramatical, a LIBRAS
- A)segue a mesma estrutura gramatical da língua portuguesa, por meio da utilização exclusiva de sinais visuais.
Errada, porque a LIBRAS não segue a mesma estrutura gramatical do português e não se limita a sinais visuais como simples substitutos de palavras.
- B)possui uma estrutura gramatical totalmente diferente da língua portuguesa, com uma organização espacial e sintática própria.
Certa, porque a LIBRAS tem gramática própria e organização espacial e sintática distinta da língua portuguesa.
- C)limita-se a gestos soltos, sem uma ordem específica na construção das frases.
Errada, porque a LIBRAS não é um amontoado de gestos soltos; ela tem ordem e નિયમas gramaticais bem definidas.
- D)é uma língua gestual sem estrutura gramatical definida.
Errada, porque a LIBRAS é uma língua natural com estrutura gramatical definida, não uma linguagem gestual informal.
- E)restringe-se à utilização de expressões faciais para indicar a estrutura gramatical das frases.
Errada, porque expressões faciais ajudam na gramática, mas não são o único recurso estrutural da LIBRAS.
Gabarito: B
A LIBRAS não é uma versão “em sinais” da língua portuguesa. Ela é uma língua natural, com gramática própria, construída em uma organização visual-espacial, e não pela simples troca de palavras do português por sinais. Isso significa que a ordem dos elementos na frase, o uso do espaço, o movimento, a expressão facial e o corpo fazem parte da estrutura gramatical da língua. Na prática, você precisa imaginar a LIBRAS como um sistema completo, com fonologia, morfologia, sintaxe e semântica próprias. Ou seja: ela não depende do português para funcionar e não segue, de forma obrigatória, a mesma ordem sujeito-verbo-objeto típica do português. Às vezes, a marcação gramatical aparece no espaço ou na direção do sinal, o que é bem diferente de uma língua oral. Por isso, o gabarito é a letra B. Ela acerta ao afirmar que a LIBRAS possui estrutura gramatical totalmente diferente da língua portuguesa, com organização espacial e sintática própria. Esse entendimento está alinhado à Lei nº 10.436/2002, que reconhece a LIBRAS como meio legal de comunicação e expressão, e ao Decreto nº 5.626/2005, que a trata como língua com estrutura gramatical própria. Em resumo: LIBRAS não é português “falado com as mãos”. É uma língua completa, visual e espacial, com regras próprias. Se a banca tenta te seduzir com a ideia de tradução literal do português, desconfie na hora.