De acordo com o que estabelece o Estatuto da Pessoa com Deficiência, as principais barreiras que os estudantes surdos enfrentam no ambiente escolar são as
- A)urbanísticas e locomotoras.
Errada, porque barreiras urbanísticas e locomotoras dizem respeito ao deslocamento e ao espaço físico, não ao principal problema vivido por estudantes surdos.
- B)linguísticas e tecnológicas.
Errada, porque o Estatuto trata de barreiras tecnológicas, mas o foco da questão é a realidade escolar do surdo, que envolve sobretudo comunicação e atitude.
- C)comunicacionais e arquitetônicas.
Errada, porque barreiras arquitetônicas podem existir, mas não são as principais enfrentadas especificamente pelos estudantes surdos no contexto escolar.
- D)comportamentais e linguísticas.
Errada, porque o texto legal não aponta esse par como a formulação central das barreiras para o aluno surdo na escola.
- E)atitudinais e comunicacionais.
Certa, porque o Estatuto da Pessoa com Deficiência prevê barreiras atitudinais e comunicacionais, que são justamente as mais marcantes para o estudante surdo no ambiente escolar.
Gabarito: E
O Estatuto da Pessoa com Deficiência (Lei 13.146/2015) trabalha com a ideia de barreiras como qualquer obstáculo que limite a participação plena da pessoa com deficiência. Entre as espécies legais, aparecem barreiras urbanísticas, arquitetônicas, nos transportes, nas comunicações e na informação, atitudinais e tecnológicas. No ambiente escolar, o estudante surdo costuma esbarrar principalmente em barreiras comunicacionais, porque muitas vezes a escola não garante Libras, intérprete, legendas, materiais acessíveis e formas adequadas de interação. Mas a banca aqui foi ainda mais direta: ela quer destacar também as barreiras atitudinais, que são os preconceitos, a falta de acolhimento e a ideia errada de que o surdo "se vira" sozinho. Por isso o gabarito é a letra E. O enunciado pede as principais barreiras enfrentadas pelos estudantes surdos no ambiente escolar, e o Estatuto reconhece justamente que a exclusão não é só física, mas também social e comunicacional. Em outras palavras: não basta a sala existir, ela precisa conversar com o aluno do jeito certo. Então, guarde a lógica: para o surdo, a escola pode ser acessível no prédio e ainda assim ser inacessível na prática se faltar comunicação e se houver atitudes excludentes. É essa combinação que a questão explora, bem no estilo clássico da CEBRASPE.