Proposto pelo MEC em 2001, o Plano Nacional de Apoio à Educação de Surdos tem como uma de suas metas
- A)a criação, em médio prazo, dos centros de capacitação de profissionais da educação e de atendimento de pessoas com surdez.
Correta: corresponde à meta do plano de criar centros de capacitação de profissionais da educação e de atendimento a pessoas com surdez.
- B)a imposição, em curto, médio e longo prazos, da LIBRAS como língua um do país.
Errada: o plano não tratou de impor a LIBRAS como língua do país, e sim de estruturar apoio à educação de surdos.
- C)a modernização, em curto prazo, dos centros de ensino especial, qualificando-os para a educação de surdos.
Errada: não se falou em modernizar centros de ensino especial como meta central do plano.
- D)a implantação, em longo prazo, de cursos de graduação para 50 mil professores ouvintes.
Errada: a alternativa traz um número e uma proposta de graduação que não aparecem como meta do plano.
- E)a aquisição, em curtíssimo prazo, de dispositivos eletrônicos e tecnologias assistivas para garantir a autonomia do surdo.
Errada: tecnologias assistivas são importantes, mas essa não foi a meta formulada no Plano Nacional de Apoio à Educação de Surdos.
Gabarito: A
O Plano Nacional de Apoio à Educação de Surdos, proposto pelo MEC em 2001, apareceu num momento em que a educação de surdos precisava sair do improviso e ganhar estrutura. A ideia central era organizar uma rede de apoio com formação de profissionais, atendimento especializado e recursos pedagógicos mais consistentes, para que a escola deixasse de tratar a surdez como detalhe e passasse a planejar a inclusão com seriedade. Quando a questão fala em uma das metas do plano, ela está apontando justamente para a criação de centros de capacitação de profissionais da educação e de atendimento de pessoas com surdez. Isso faz sentido porque não basta colocar o aluno na sala de aula e torcer para dar certo - é preciso preparar professores, intérpretes, equipe escolar e serviços de apoio. As demais alternativas tentam desviar o foco com ideias exageradas ou fora do conteúdo do plano: impor a LIBRAS como língua do país, modernizar centros de ensino especial como solução única, formar 50 mil professores ouvintes em curso superior específico ou comprar tecnologia assistiva em prazo curtíssimo. Tudo isso pode até conversar com políticas educacionais, mas não é a meta citada pelo MEC nesse plano. Em termos doutrinários e históricos, a proposta dialoga com a consolidação da educação bilíngue e com a valorização da LIBRAS, depois reforçada por marcos como a Lei 10.436/2002 e o Decreto 5.626/2005. Porém, aqui o ponto cobrado é bem objetivo: o plano previa centros de capacitação e atendimento como eixo de suporte à educação de surdos.