De acordo com o documento publicado pelo Programa Nacional de Apoio à Educação de Surdos do Ministério da Educação, em 2004, “a fonologia é organizada em um número restringido de sons que podem ser combinados em sucessões para formar uma unidade maior, ou seja, a palavra. Nas línguas de sinais, as configurações de mãos, juntamente com as localizações em que os sinais são produzidos, os movimentos e as direções, são as unidades menores que formam as palavras”. Dadas as informações precedentes, é correto afirmar que a modalidade de comunicação da LIBRAS e a da língua portuguesa são, respectivamente,
- A)visual-auditiva e espacial-auditiva.
Errada, porque a LIBRAS não é visual-auditiva, e o português não tem modalidade espacial-auditiva.
- B)visual-espacial e oral-auditiva.
Certa, pois a LIBRAS é visual-espacial e a língua portuguesa, em sua forma oral, é oral-auditiva.
- C)oral-auditiva e visual-espacial.
Errada, porque inverte as modalidades: o português não é visual-espacial e a LIBRAS não é oral-auditiva.
- D)oral-visual e espacial-auditiva.
Errada, porque a LIBRAS não é oral-visual e o português não é espacial-auditiva.
- E)visual-auditiva e oral-espacial.
Errada, porque a LIBRAS não é visual-auditiva e o português não é oral-espacial.
Gabarito: B
A LIBRAS é uma língua de modalidade visual-espacial, porque a informação é percebida principalmente pela visão e organizada no espaço, com uso de mãos, expressões faciais e movimento. Já a língua portuguesa, na sua modalidade oral, é oral-auditiva, pois depende da produção sonora pela fala e da recepção pela audição. É exatamente essa diferença de modalidade que a questão quer cobrar. A banca retomou a ideia da fonologia das línguas de sinais: assim como na língua oral existem unidades menores que se combinam para formar palavras, na LIBRAS existem parâmetros como configuração de mão, ponto de articulação, movimento, orientação e expressões não manuais. Por isso, o gabarito é a letra B: visual-espacial para a LIBRAS e oral-auditiva para o português.