A história da educação de surdos é marcada por uma série de mudanças nas metodologias de ensino e pela variedade de propostas apresentadas, algumas que se embasam em fatores clínicos, outras em fatores linguísticos. Considerando o exposto, assinale a opção em que são apresentadas as filosofias de ensino que representam as alterações educacionais vivenciadas pelos surdos no decorrer dos últimos anos.
- A)oralismo, comunicação transcendental e bilinguismo
Errada, porque 'comunicação transcendental' não é uma filosofia clássica da educação de surdos e não compõe essa sequência histórica.
- B)bimodalismo, comunicação total e oralismo
Errada, porque bimodalismo não substitui a tríade clássica cobrada pela banca, além de a ordem e os conceitos não corresponderem ao percurso histórico tradicional.
- C)oralismo, comunicação alternativa e bilinguismo
Errada, porque 'comunicação alternativa' não é a nomenclatura histórica esperada nesse tema, sendo a expressão correta da abordagem a comunicação total.
- D)comunicação total, bilinguismo e bimodalismo
Errada, porque bimodalismo não é um dos três marcos principais cobrados como filosofias de ensino na evolução histórica da educação de surdos.
- E)oralismo, comunicação total e bilinguismo
Certa, porque reúne as três filosofias clássicas da trajetória educacional dos surdos: oralismo, comunicação total e bilinguismo.
Gabarito: E
A história da educação dos surdos costuma ser lembrada por três grandes fases/filosofias de ensino: oralismo, comunicação total e bilinguismo. O oralismo foi a proposta mais antiga e tinha como foco quase exclusivo a língua oral, tentando fazer o surdo falar e ler lábios, muitas vezes deixando a língua de sinais de lado. Depois veio a comunicação total, que passou a aceitar qualquer recurso que ajudasse na comunicação: sinais, fala, leitura labial, gestos, escrita e mímicas. A ideia era ampliar o acesso à informação, embora, na prática, muitas vezes isso resultasse em misturas que não respeitavam plenamente a estrutura da língua de sinais. Mais adiante, ganhou força o bilinguismo, que reconhece a Língua Brasileira de Sinais como primeira língua da pessoa surda e o português, geralmente na modalidade escrita, como segunda língua. No Brasil, esse entendimento é reforçado pela Lei nº 10.436/2002 e pelo Decreto nº 5.626/2005, que valorizam a Libras e sua presença na educação dos surdos. Por isso, a alternativa correta é a E: ela reúne exatamente oralismo, comunicação total e bilinguismo, que são as filosofias educacionais mais cobradas quando o tema é a evolução histórica da educação de surdos.