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Legislação dos Tribunais de Justiça (TJs) · FGV · 2023

Questão comentada de Legislação dos Tribunais de Justiça (TJs)

Maria foi investida em cargo de provimento efetivo do Poder Judiciário do Estado do Rio Grande do Norte. Ainda no curso do estágio probatório, o presidente do Tribunal de Justiça recebeu, do presidente de outra estrutura estatal de poder, a solicitação de que Maria fosse cedida. À luz da sistemática estabelecida no Plano de Cargos, Carreiras e Remuneração do Poder Judiciário do Estado do Rio Grande do Norte, é correto afirmar que Maria:

Gabarito: C

A ideia central aqui é simples: servidor em estágio probatório ainda está sendo avaliado quanto a assiduidade, disciplina, capacidade, responsabilidade e eficiência. Por isso, a regra é de cautela, quase como dizer: primeiro a casa organiza a vida funcional, depois pensa em emprestar o servidor para outro órgão. No Plano de Cargos, Carreiras e Remuneração do Poder Judiciário do Rio Grande do Norte, a cessão do servidor em estágio probatório não é livre. A norma abre apenas uma exceção específica: ela pode ocorrer quando a cessão for para ocupação de função de confiança ou cargo de provimento em comissão, ou em situação com atribuições equivalentes. Fora disso, a vedação permanece. Isso explica o gabarito da letra C. A banca quis testar se você percebeu que o estágio probatório limita bastante a movimentação do servidor, mas não cria uma proibição absoluta em qualquer cenário. Se a cessão estiver ligada a funções com natureza de direção, chefia, assessoramento ou equivalentes, a regra do plano admite a movimentação. Então, o segredo é não cair no exagero: nem pensar que o servidor probatório nunca pode sair, nem imaginar que basta interesse público e vontade das partes. Aqui, a norma específica do TJRN é bem mais fechada e manda a resposta para a exceção legal expressa.

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