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Legislação dos Tribunais de Justiça (TJs) · CONSULPLAN · 2022

Questão comentada de Legislação dos Tribunais de Justiça (TJs)

Guilherme, juiz leigo recém-designado no Tribunal de Justiça do Ceará, participará dos primeiros atos no exercício da função em breve e está com dúvidas a respeito das informações que poderá fornecer às partes. A esse respeito, é correto afirmar que:

Gabarito: A

No exercício como juiz leigo, a orientação às partes não pode virar “torcida organizada” nem pré-julgamento. A ideia é esclarecer, com linguagem simples e postura imparcial, quais podem ser os riscos e as consequências da demanda, para que as pessoas decidam com consciência se vale a pena seguir com o processo ou buscar acordo. Isso combina com a lógica dos Juizados Especiais, que privilegiam conciliação, simplicidade e informação útil ao jurisdicionado. O juiz leigo atua como auxiliar da Justiça, mas sem perder a neutralidade. Então ele pode explicar cenários processuais e práticos, desde que não pressione, não antecipe mérito e não induza uma das partes. Por isso, o item A está correto: informar riscos e consequências de forma clara e imparcial é compatível com a função orientadora do juiz leigo. O ponto-chave é justamente a imparcialidade, que separa orientação legítima de aconselhamento indevido. As demais alternativas tentam empurrar a ideia de que qualquer explicação seria proibida, mas não é assim. O que é vedado é fazer juízo antecipado da causa ou assumir postura parcial, não prestar informação neutra e esclarecedora.

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