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Legislação do TCU · FGV · 2025

Questão comentada de Legislação do TCU

O Tribunal de Contas do Estado de Roraima, ao apreciar a prestação das contas de gestão apresentadas por Joana, concluiu que os elementos carreados aos autos tornavam materialmente impossível o julgamento do mérito. Nessa situação, considerando os balizamentos estabelecidos pelo Regimento Interno do Tribunal de Contas do Estado do Roraima, é correto afirmar que

Gabarito: C

Quando o Tribunal de Contas analisa contas de gestão, ele precisa ter elementos mínimos para formar juízo de mérito. Se isso não acontece e o processo fica materialmente impossível de julgar, o Regimento Interno do TCE-RR prevê uma saída específica, que não é sair distribuindo punição no escuro. A lógica é simples: sem base fática suficiente, não há como condenar nem absolver de forma responsável. No caso narrado, a situação foi de impossibilidade material de julgamento. O ponto decisivo é que, se isso decorre de caso fortuito ou força maior, alheio à vontade da responsável, o Tribunal deve ordenar o trancamento das contas. Em outras palavras, o processo é encerrado sem julgamento de mérito, porque não faz sentido exigir da gestora aquilo que ela não podia evitar. Isso conversa com a técnica processual de extinção sem exame do mérito: quando o próprio suporte probatório impede a decisão de fundo, o órgão de controle não inventa uma conclusão. No controle externo, esse cuidado é ainda mais importante, porque a decisão precisa ser minimamente segura e vinculada aos fatos dos autos. Por isso, a alternativa C está correta. As demais tentam empurrar sanção, comunicação ao MP, suspensão ou tomada de contas especial, mas o enunciado já indica uma hipótese em que o Regimento resolve o problema com o trancamento das contas, desde que a causa seja fortuita ou de força maior e sem participação da gestora.

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