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Legislação do TCU · FGV · 2022

Questão comentada de Legislação do TCU

A autarquia Alfa, vinculada a ente federativo submetido à atuação do Tribunal de Contas do Estado do Tocantins, veio a ser extinta em razão da reconhecida ineficiência dos resultados que vinha alcançando. Nesse caso, esse ente da administração pública indireta:

Gabarito: B

Autarquias fazem parte da administracao publica indireta e, por isso, em regra, estao sujeitas ao controle externo do Tribunal de Contas competente. No Tocantins, a ideia segue a logica classica do controle de contas: se a entidade administra recursos publicos, ela presta contas e pode ser fiscalizada. Nada de “sumir no apagao” porque foi extinta. Quando a autarquia e extinta, as contas daquele periodo nao deixam de existir. Ao contrario, surge a necessidade de apresentacao de prestacao de contas extraordinaria, justamente para encerrar a situacao contabil, financeira e patrimonial da entidade. Isso decorre da disciplina de prestacao e tomada de contas no ambito dos Tribunais de Contas, alem do regime juridico do controle externo previsto na Constituicao (arts. 70 e 71) e na organizacao do TCE, que alcanca a administracao indireta. O ponto-chave da questao e esse: a extincao da autarquia nao a desobriga de prestar contas, e nao faz com que suas contas “migrem” automaticamente para as contas anuais do ente ao qual era vinculada. O correto e haver prestacao de contas propria e extraordinaria, por ocasiao da extincao, para que o Tribunal aprecie a gestao ate o encerramento da pessoa juridica. Em resumo: autarquia e controlada pelo Tribunal de Contas, e a extincao gera um momento especial de prestacao de contas. A banca gosta de misturar extincao com anexo em conta do ente, mas aqui o caminho certo e a prestacao extraordinaria, nao o desaparecimento burocratico.

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