João é servidor público em uma repartição onde lida com informações confidenciais sobre políticas públicas ainda em fase de planejamento. Durante uma conversa informal com amigos, no trabalho, um deles pergunta sobre projetos futuros do governo, e João, para impressioná-los, revela detalhes sobre um desses projetos, que ainda não foram divulgados oficialmente. Sua atitude foi posteriormente descoberta pela chefia, que considerou a quebra de sigilo e postura inadequada. Qual seria a postura profissional correta que João deveria ter adotado nessa situação?
- A)Divulgar apenas parte das informações, para demonstrar conhecimento sem comprometer a totalidade do projeto.
Errada, porque divulgar parte do sigilo continua sendo quebra de dever funcional e não se resolve com revelação parcial.
- B)Informar que não pode revelar detalhes sobre os projetos por questões de sigilo e orientar a pessoa a procurar o setor de comunicação para informações.
Certa, porque respeita o sigilo e direciona a informação ao canal oficial competente.
- C)Mencionar informações de domínio público sobre o projeto para evitar parecer evasivo, sem mencionar detalhes específicos.
Errada, porque até informações parcialmente públicas podem ser indevidamente usadas para sugerir detalhes que ainda são confidenciais.
- D)Compartilhar informações sobre o projeto apenas com pessoas próximas, com a orientação de manterem o sigilo.
Errada, porque compartilhar informação sigilosa com pessoas próximas continua sendo violação de confidencialidade.
- E)Explicar que tem acesso a informações confidenciais, mas omitir os detalhes, de forma a demonstrar conhecimento sem quebrar o sigilo.
Errada, porque admitir que tem acesso ao conteúdo e tentar se exibir com isso também é postura inadequada, ainda que sem revelar detalhes.
Gabarito: B
Neste caso, o ponto central é simples: servidor público não trata informação confidencial como assunto de cafezinho. Quando o dado ainda não foi oficialmente divulgado, existe dever de sigilo e de cautela, porque a Administração precisa proteger o interesse público, a estratégia do governo e a própria credibilidade institucional. Pela ética no serviço público, você não deve usar informação interna para se exibir, impressionar amigos ou satisfazer curiosidade alheia. Isso fere princípios como moralidade, lealdade, discrição e zelo com a coisa pública. Além disso, o servidor tem dever funcional de guardar sigilo sobre o que conhece em razão do cargo, especialmente quando a informação não é pública. Por isso, a postura correta seria recusar a divulgação e redirecionar a pessoa ao canal oficial competente, como o setor de comunicação. Esse comportamento preserva o sigilo, evita uso indevido de informação e mantém a conduta profissional esperada. Em termos práticos: boca fechada, canal oficial aberto. O gabarito é a letra B porque ela traduz exatamente a atitude ética e funcional adequada: não revelar detalhes sigilosos e orientar a busca de informação pelos meios institucionais corretos. A ideia combina com os deveres do servidor previstos no regime jurídico da Administração Pública e com a lógica da ética administrativa, que valoriza discrição e responsabilidade.