O debate sobre a natureza e os princípios da ética tem suas raízes na antiguidade, com especial atenção à contribuição dos filósofos gregos. Esse diálogo histórico, apesar de originar-se em um período remoto, mantém-se com grande relevância na atualidade, influenciando decisivamente políticas públicas, padrões de conduta para agentes governamentais e o cotidiano da sociedade. Quanto às diversas interpretações da ética, destaca-se a perspectiva que preconiza que a decisão mais adequada é aquela que proporciona maior bem-estar ao maior número de indivíduos, conhecida por
- A)anarquista.
Errada, porque anarquismo não é a teoria que mede a moral pelo maior bem-estar coletivo; está ligado à rejeição de autoridade imposta.
- B)fundamentalista.
Errada, porque fundamentalismo envolve apego rígido a dogmas ou princípios absolutos, não a avaliação das consequências da decisão.
- C)relativista.
Errada, porque relativismo sustenta que valores morais variam conforme cultura, época ou contexto, e não que deve prevalecer o maior benefício geral.
- D)contratualista.
Errada, porque contratualismo explica a moral e a organização social por um acordo entre indivíduos, não pela maximização da utilidade para a maioria.
- E)utilitarista.
Certa, porque o utilitarismo defende que a melhor decisão é a que produz o maior bem-estar para o maior número de pessoas.
Gabarito: E
A ética, na filosofia, costuma perguntar: "como devo agir?" e "qual conduta é mais correta?". Desde a Grécia antiga, pensadores tentam responder a isso, e uma das respostas mais conhecidas é a ideia de que a ação moral deve buscar o melhor resultado coletivo, e não apenas a vantagem individual de quem decide. Essa visão é a do utilitarismo. Em linguagem simples, ela avalia as escolhas pelo saldo final de bem-estar produzido. Se uma decisão gera mais felicidade, menos sofrimento ou mais benefício para a maior quantidade de pessoas, ela tende a ser vista como a mais adequada. É por isso que o enunciado menciona expressamente a decisão que proporciona "maior bem-estar ao maior número de indivíduos". Essa fórmula é praticamente a senha do utilitarismo, associado sobretudo a Jeremy Bentham e John Stuart Mill, que defenderam a ideia de maximizar a utilidade social. Em provas, a banca gosta de trocar os conceitos: relativismo fala em verdade/valor dependente de contexto; contratualismo pensa a moral como fruto de um acordo social; fundamentalismo e anarquismo não descrevem essa lógica de maximização do bem coletivo. Aqui, portanto, o gabarito está em utilitarista, porque o critério é o resultado global da ação para o maior número de pessoas.